Vera (PSTU) leva apoio e solidariedade à luta das operárias e operários da CSN em ato realizado em São Paulo

Na manhã de hoje, Vera – pré-candidata à presidência do Brasil pelo PSTU – participou de um ato público na sede da CSN em São Paulo. Operários da CSN de Volta Redonda (RJ), de Congonhas (MG) e de Itaguaí (RJ) estão travando uma forte luta por aumento real de salários, PLR de 25% dos dividendos, fim do banco de horas, cartão alimentação de R$ 800, e plano nacional de saúde.

A manifestação contou com o forte apoio da CSP-Conlutas e da militância do PSTU. Vera fez uma fala no ato, levando seu apoio e solidariedade à luta dos operários da CSN. Assista ao vídeo abaixo:

Passo a passo da luta

Os trabalhadores da CSN estão respondendo com organização e luta a falta reajuste salarial, ao adoecimento na pandemia, ao trabalho em condições de risco, com turnos exaustivos de até 12 horas, e ao escárnio dos acionistas da empresa. Enquanto as operárias e operários passam por toda essa situação, o maior acionista da CSN, Benjamim Steinbruch, fez um vídeo comemorando o lucro recorde da empresa em 80 anos: R$ 13 bilhões. “Crescemos 3 anos em 1”, festejou Steinbruch. Esse crescimento foi a custa da superexploração dos trabalhadores.

A revolta e a luta na CSN teve inicio ainda em março, quando operários e operárias da CSN Mineração em Congonhas (MG) cruzaram os braços de forma espontânea na unidade do Pires, reivindicando equiparação salarial.

No dia 31 de março, com iniciativas do Sindicato Metabase Inconfidentes que representa a categoria na mineração, se somaram os demais trabalhadores da Mina Casa de Pedra, a maior unidade em Congonhas, onde cerca de 7 mil operários pararam quase que completamente as atividades por nove dias seguidos. A partir desse processo, a luta se espalhou entre os operários do Porto e da Usina Presidente Vargas (Volta Redonda, RJ), onde o movimento resiste contra os ataques e intransigência da CSN.

Em Volta Redonda (RJ), a luta explodiu a partir da equipe de andaimes, setor onde o trabalho é mais pesado e precarizado, mas essencial para o funcionamento de todas as demais equipes. Em Assembleia decidem pela paralisação dentro da Usina.

Centenas de operários e operárias vão até a sede do sindicato e encontraram o portão trancado com cadeado. Capacho da CSN, o Sindicato Sul Fluminense já teve duas diretorias cassadas, e demonstrou mais uma vez que seu compromisso é com a CSN e não com os operários.

Mas nada disso impediu que as operárias e operários seguissem firmes e impedissem a manobra que a empresa e o sindicato pelego articularam para desmobilizar. Em assembleia, por 6.042 contra 39 votos os trabalhadores rejeitaram a proposta vergonhosa feita pela CSN.

Derrotada, a CSN atacou covardemente a organização dos trabalhadores, demitindo mais de 100 trabalhadores, entre eles a Comissão de Fábrica e outros lutadores e lutadoras da linha de frente. Em Congonhas, a empresa cortou o ponto dos operários sem qualquer negociação e ainda conseguiu na justiça um interdito proibitório, tentando criminalizar e impedir a ação do Sindicato Metabase.

No último dia 3, após ação da Comissão dos Trabalhadores, a justiça determinou a reintegração imediata dos membros do grupo que foi eleito pelos funcionários da empresa como representante da categoria nas negociações de campanha salarial.

No documento, a juíza Monique da Silva Caldeira Kozlowski de Paula, da 2ª Vara do Trabalho de Volta Redonda, reitera a legalidade da Comissão dos Trabalhadores no processo de negociação e o objetivo da CSN de minar o movimento com as demissões.

Toda essa luta na CSN Volta Redonda vem sendo realizada pelos trabalhadores de base, junto com a Comissão de Fábrica, e com o apoio da oposição à direção do Sindicato que é ligada à Força Sindical.

A CSP-Conlutas e o PSTU estão participando ativamente de todo esse processo de luta das operárias e operários da CSN.

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