30M: Mobilizações pela Educação fortalecem Greve Geral de 14 de junho

Redação

Neste 30 de maio, estudantes, professores e pais de alunos voltaram às ruas de todo o país contra os cortes do governo Bolsonaro na Educação e a reforma da Previdência. Segundo levantamento do site G1, ocorreram manifestações em 129 municípios de 25 estados e do Distrito Federal.

Ocorrido poucos dias após o 15 de maio, quando entidades de professores convocaram uma paralisação contra a reforma da Previdência, recebendo a massiva adesão dos estudantes e pais de alunos após o anúncio do bilionário corte de verbas, o dia 30 foi chamado por entidades estudantis como parte da preparação da Greve Geral de 14 de junho.  A greve está sendo convocada pelas centrais sindicais contra a reforma da Previdência, o desemprego e em defesa da Educação pública.

Nem mesmo a tentativa de intimidação por parte do ministro da Educação, Abraham Weintraub, serviu para enfraquecer os protestos deste dia 30. O ministro, que já provou não saber conjugar verbos, escreve “insitar” ao invés de “incitar”, e que confundiu o autor tcheco Kafka com a iguaria “kafta”, emitiu uma nota pública absurda proibindo professores, funcionários e até pais de alunos de divulgarem protestos contra o corte de verbas.

15M no Rio de Janeiro. Foto Mídia Ninja

As manifestações do 30M, porém, mostraram que os estudantes continuam mobilizados e deram mais força à Greve Geral convocado para 14 de junho. Não foram, evidentemente, tão grandes quanto o 15M, quando os profissionais da educação das três esferas pararam, mas superou em muito os atos chapa-branca de domingo, 26. Em lugares, como no Nordeste e em muitas cidades do interior, chegaram inclusive a superar o 15 de maio.

Esse verdadeiro ascenso que ocorre na juventude se dá justo num momento em que o governo Bolsonaro, envolvido em denúncias de corrupção e com o país num atoleiro econômico, vê derreter sua popularidade. O apoio e a solidariedade ativa que os protestos vêm recebendo mostram, por outro lado, que a classe trabalhadora não está derrotada e que é possível derrotar a reforma da Previdência, prioridade absoluta do governo e da burguesia.

O remendo de “pacto” divulgado por Bolsonaro, envolvendo o presidente do STF, Dias Toffoli e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) mostra que, por trás das brigas, estão todos de mãos dadas a favor da reforma da Previdência. Há uma campanha milionária do governo na mídia em sua defesa, espalhando fake news, assim como uma campanha massacrante da própria imprensa e da patronal.

O momento agora é de intensificar a preparação do 14J nas bases, unir as lutas dos estudantes a dos trabalhadores, montar comitês nos bairros, fábricas, escolas e universidades para, de um lado, desmontar as fake news do governo e mostrar a verdade sobre essa reforma, e por outro organizar a Greve Geral por baixo.

Vamos parar o Brasil no 14J, como fizemos em 2017 contra o governo Temer, e lotar as ruas de todo o país para derrotar o plano econômico de Bolsonaro.

LEIA MAIS

Editorial: 14 de junho vamos parar o Brasil!