Zé Maria visita acampamento de desabrigados no Haiti

Delegação da Conlutas chega ao país arrasado pelo terremoto para levar solidariedade de classeA delegação reunindo sindicalistas da Conlutas embarcou na madrugada dessa terça-feira, dia 30, chegando ao Haiti na tarde do mesmo dia. A delegação é composta por Zé Maria, dirigente da Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais; Cecília de Paula, Cláudia Durans e Elvio Mariano, do Andes e Vivaldo Moreira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

Logo no desembarque no aeroporto Toussaint Loverture, a delegação pôde se deparar com os rastros da destruição do terremoto de fevereiro, assim como a ocupação militar norte-americana.

“Enormes rachaduras são evidentes no aeroporto; assim como a visão da ocupação militar norte-americana, com helicópteros estacionados próximo à pista de pouso e soldados improvisados no salão de desembarque” , relata Rodrigo Correa, jornalista do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), que acompanha a delegação.

Os representantes da Conlutas foram recebidos pela organização sindical Batay Ouvryie (Batalha Operária), que agradeceu a campanha de solidariedade impulsionada no Brasil e que permitiu à entidade haitiana iniciar seu processo de reestruturação. Até agora já foram enviados o equivalente a mais de R$ 160 mil, em duas remessas. Na primeira reunião que as duas organizações tiveram em solo haitiano, o dirigente Didier Dominique relatou a difícil situação vivida pelo povo do país. “A comunicação ficou mais difícil e o transporte ficou quatro vezes mais caro”, disse.

País arrasado
No caminho para o abrigo, a delegação testemunhou a precariedade da situação do povo haitiano, assim como a absoluta ausência de qualquer tipo de reconstrução do país. “Os entulhos continuam por toda a parte! As pessoas continuam ‘vivendo´ em espaços de poucos metros quadrados, pequenas barracas” , relata o jornalista.

No dia 31, Zé Maria foi entrevistado por uma rádio local e falou sobre a campanha de solidariedade internacional aos trabalhadores haitianos, assim como a luta pelo fim da ocupação militar no país. A delegação visitou ainda acampamentos de desabrigados organizados pela Batay Ouvryie. Os brasileiros puderam testemunhar um protesto contra o presidente René Préval que reuniu centenas de haitianos, assim como a ação intimidatória da Minustah.

A delegação permanece no Haiti até o dia 3 de abril.

Visite o Blog da Conlutas no Haiti

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