Um programa de desenvolvimento dos trabalhadores

Apresentamos abaixo os principais pontos de um programa de desenvolvimento do país que visa beneficiar os trabalhadores e retomar nossa soberania Dívida externa
A primeira medida para um verdadeiro programa de desenvolvimento do país é a ruptura com a dominação imperialista. É o FMI quem dita os planos econômicos, as multinacionais controlam diretamente os setores mais dinâmicos da economia e as principais instituições do país estão nas mãos do imperialismo, que impede a soberania nacional. Defendemos a redução drástica das taxas de juros, que são as maiores do mundo. Mas só isso não basta. Como falar em desenvolvimento se mais da metade dos recursos do orçamento de 2007 (59,5%) serão destinados ao pagamento dos juros da dívida pública?

O pagamento da dívida externa é um verdadeiro crime contra o povo e o país. É preciso deixar de pagá-la imediatamente para que se possa redirecionar os investimentos, garantindo emprego, salário, moradia, educação, saúde e reforma agrária. Somente a ruptura com o FMI, que impõe um controle despótico da economia nacional, apontará o caminho para o país retomar seu crescimento.

Reestatização das empresas privatizadas
As privatizações foram um duro golpe na soberania nacional e só beneficiaram os capitalistas estrangeiros, que lucram bilhões e dominam os principais ramos de produção e os setores estratégicos da economia. É preciso reestatizar sem indenização as empresas privatizadas, uma vez que elas foram vendidas em processos fraudulentos e corruptos. É preciso reincorporá-las ao patrimônio público e colocá-las a serviço do país e dos trabalhadores. Por isso defendemos que o controle dessas empresas passe para as mãos dos trabalhadores.

Defendemos também a revogação imediata das reformas neoliberais já realizadas, como a previdenciária.

Reajustar salários
O PAC vai ampliar o arrocho salarial. Desde FHC os servidores públicos acumularam mais de 160% de perdas salariais. Defendemos a imediata reposição dessas perdas.
Propomos também dobrar imediatamente o salário mínimo, rumo ao índice proposto pelo Dieese (R$ 1.564), para que as famílias trabalhadoras possam alcançar um condição digna de vida.

Combater o desemprego
Para combater o desemprego propomos um plano de obras públicas que tenha como objetivo a construção massiva de casas populares, hospitais, creches, escolas e universidades, estradas, ferrovias, etc. Este plano incorporaria milhões de desempregados num grande mutirão nacional de reconstrução do país.

A luta contra o desemprego não será completa se não responder à ameaça imediata e constante de demissões. A burguesia coloca os avanços tecnológicos a serviço do lucro, gerando um desemprego crescente. Propomos colocar esses avanços a serviço do bem-estar dos trabalhadores. Defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, para garantir mais postos de trabalho.

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