Trabalhadores da segurança pública de Santa Catarina estão em estado de mobilização

Há quatro anos sem reajuste salarial, a categoria decidiu se integrar à luta unificada no dia 23 de maioNo último dia 15 de maio, policiais e bombeiros militares, policiais civis, agentes prisionais e monitores do Estado de Santa Catarina decidiram, em assembléia, iniciar uma forte mobilização. Eles reivindicam o cumprimento da Lei 254, que estabelece melhorias e equiparação salarial para a categoria. Com os salários defasados há pelo menos quatro anos, eles pedem um reajuste de 93%.

O cumprimento da lei foi promessa de campanha do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) nas eleições de 2006. Passado o pleito, como fazem todos os governos, a promessa foi esquecida. Os trabalhadores, porém, não esqueceram e cobram, agora, o cumprimento da lei.

A categoria acampou em frente ao Centro Administrativo de Santa Catarina na noite do dia 15 para 16 de maio. O ato gerou uma ação judicial de reintegração de posse completamente exagerada.

Os policiais civis entraram em greve. Já os militares, proibidos por lei de fazer greve, estão aquartelados e negam-se a trabalhar sem as condições mínimas para exercerem suas funções. Eles informam que falta fardamento, coletes, viaturas, etc. Alguns veículos apresentam problemas que são um risco à vida destes trabalhadores, como “pneus carecas”, por exemplo.

Os manifestantes tem realizado vigílias todas as noites no Centro Administrativo, abaixo de chuva e com um frio próximo aos 10ºC. “Não sairemos daqui enquanto não ouvirmos o governador ou uma nova proposta”, disse Manoel João da Costa, presidente do Sindicato dos Servidores da Segurança Pública. “Passaremos mais uma noite aqui e quantas forem necessárias”, completou.

Os trabalhadores da Segurança Pública de Santa Catarina demonstram estarem dispostos a manter sua luta até a vitória. As próximas atividades já estão marcadas. Nesta sexta-feira, 18, haverá um ato e panfletagem em Florianópolis, às 16h30, em defesa da segurança pública. No dia 23 de maio, a categoria participa do ato unificado contra as reformas neoliberais do governo Lula. A concentração será na Praça XV, na capital catarinense, a partir das 15h.

É determinante, neste momento, a solidariedade de todos os trabalhadores e entidades combativas do movimento. Uma moção de apoio foi escrita e já conta com a assinatura de importantes entidades. Esta é mais uma luta contra a exploração e a retirada de direitos da classe trabalhadora.

LEIA TAMBÉM: