Todo apoio aos trabalhadores da Segurança Pública de Santa Catarina

A fome, a miséria, o desemprego e todas as outras formas de violência têm aumentado a cada dia nesta sociedade baseada na exploração e na divisão em classes sociais. Isto é perceptível pelos/as trabalhadores/as e por aqueles/as que sequer têm a oportunidade de trabalhar. Apesar de nossos governantes dizerem que quem luta contra esta condição é “vagabundo”, os/as trabalhadores/as não se calam e lutam por seus direitos, por condições dignas de trabalho e por justiça social.

Esta é realidade de todas as categorias (policiais, professores/as, trabalhadores/as da saúde, da universidade, do transporte, operários/as, etc.) que formam uma única classe. O nosso desafio está em nos unirmos, nossa luta é uma só. Por isto, damos todo o apoio aos/às trabalhadores/as da segurança pública que se encontram no estado de Santa Catarina paralisados/as por melhores condições de trabalho, pois estas não atendem à necessidade de uma verdadeira segurança pública.

Desde 2003, o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, vem prometendo o cumprimento total da Lei 254 que consiste em melhoria e equiparação salarial para a categoria. No dia 15 de maio, policiais e bombeiros militares, policiais civis, agentes prisionais e monitores, em assembléia geral, decidiram não mais suportar os golpes do governo que uma vez mais não cumpriu a promessa feita à categoria (nas eleições de outubro de 2006) de fazer valer a lei.

Além de ter acampado em frente ao Centro Administrativo na noite de 15 para 16 de maio, que resultou em ação judicial, os policiais civis estão em greve e os militares (proibidos de fazer greve) estão em estado de aquartelamento, negando-se a trabalhar sem as condições mínimas (em casos de falta de farda, colete, viatura, pneu careca, etc.). Sob liderança da Associação dos Praças de Santa Catarina (Aprasc), do Sindicato dos Trabalhadores em Segurança Pública (Sintrasp), do deputado estadual Sargento Soares, os/as trabalhadores/as da segurança pública estão dispostos/as a levar a sua luta à vitória.

Mas esta vitória depende do apoio de todos/as os/as trabalhadores/as. Ela faz parte da nossa luta de resistência às políticas das classes dominantes de diminuir nossos direitos trabalhistas para aumentar a exploração que lhes garante lucros e expansão do capital. O desrespeito e o ataque aos/às trabalhadores/as estão sendo intensificados, em nível nacional, através das contra-reformas trabalhista, previdenciária, sindical e universitária, que comprometem direitos como: férias, décimo terceiro, licença maternidade e direito de greve; e privatizam direitos como a educação e a saúde. Por isso, chamamos o apoio de todos/as trabalhadores/as e oprimidos/as à luta dos/as servidores/as na segurança pública de Santa Catarina e de todos/as aqueles/as que lutam por nossos direitos conquistados com muito sangue ao longo de nossa história.

CALENDÁRIO:

  • 18 de maio: ato e panfletagem no TICEN, em Florianópolis, às 16h30, pela segurança pública

  • 23 de maio: ato unificado contra as contra-reformas (concentração na Praça XV, em Florianópolis, às 15h)

    Assinam este manifesto: Conlutas, Associação dos Professores da UFSC, Sindicato dos Trabalhadores da UFSC, Sindicato dos Empregados de Processamento de Dados de SC, Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Público em Florianópolis, Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Privado e Público Estadual, Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de SC, Sindicato dos Trabalhadores em Educação de SC, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Energia Elétrica de Florianópolis, ASSIBGE, Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região, Movimento Avançando Sindical, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Movimento Por Uma Universidade Popular, Consulta Popular, Partido Democrático Trabalhista, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados, Partido Comunista Brasileiro, União da Juventude Comunista, Juventude Avançando, Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes.

    Santa Catarina, 17 de maio de 2007