Servidores da UFSCar apontam desfiliação da CUT

Assembléia vota a suspensão do pagamento da mensalidade da CUTNo dia 12 de agosto, cerca de 180 funcionários da UFSCar, em assembléia, deliberaram o rompimento e a suspensão do pagamento da mensalidade à CUT. O papel que a CUT vem desempenhando, sendo conciliador nas negociações com o governo, foi discutidas pela categoria nos mais de 45 dias que os trabalhadores da universidade permanecem em greve, e embasou essa decisão.

A direção da Fasubra, por sua vez, cumpre o mesmo papel e sempre que a categoria propõe a radicalização do movimento ela mente afirmando que as negociações com o governo estão evoluindo. Na verdade, o governo não apresentou uma única proposta para pôr fim à paralisação. A proposta de rompimento com a Central já era algo que estava sendo apresentado pelos próprios companheiros de base, que não conseguem engolir a história da reforma da Previdência, do “aumento” no salário mínimo ou da tentativa da CUT em minar a greve da categoria.

O clima na assembléia que aprovou o rompimento com a CUT era de indignação e demonstra que os funcionários não acreditam mais que essa Central possa dar conta das necessidades dos trabalhadores. Na votação, só dois votos foram pelo não rompimento com a Central. Como esses companheiros são abertamente identificados com a CUT, com a Tribo e com o PT, as vaias foram gerais.

A categoria vê na Conlutas a possibilidade de se reorganizar o movimento de massa diante da falência da CUT e do governismo da direção da Fasubra.

Post author Doni, de São Carlos (SP)
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