Seminário em São Paulo fortalece a luta contra as reformas neoliberais

No dia 2 de dezembro realizou-se o Seminário da Conlutas da Grande São Paulo, com 115 ativistas e sindicalistas, de 15 entidades sindicais e 11 oposições.
Na parte da manhã, Plínio de Arruda Sampaio, editor do Correio da Cidadania, e a professora de Ciência Política da Unicamp Andréia Galvão palestraram sobre o panorama nacional e as reformas neoliberais, com o enfoque na reforma sindical e trabalhista. Plínio alertou o plenário para a necessidade da organização dos trabalhadores para a luta e principalmente para a unidade de todos os setores que se posicionarem contra as reformas. “Está na hora de somarmos forças para derrotar as reformas”, afirmou.

Andréia Galvão mostrou como vêm sendo aplicadas as reformas desde o governo FHC e quais as implicações das reformas para a classe operária. A palestrante reiterou a necessidade do embate ideológico para derrotar as reformas. Segundo ela, “querem nos convencer de que a saída para acabar com o desemprego é a retirada de direitos”. Andréia chamou atenção para a estratégia do governo de dividir os trabalhadores entre “pobres e remediados” para enfraquecer a unidade entre os trabalhadores do setor publico e privado e também daqueles que se encontram na informalidade, ou no desemprego.

Dando continuidade ao debate, na parte da tarde, a exposição de Maria Lúcia Fattorelli, da Unafisco Sindical, foi sobre a Seguridade Social no Brasil e as reformas da Previdência. A sindicalista apresentou os direitos sociais que constam na Constituição Federal de 1988 e como eles vêm sendo desrespeitados pelas reformas neoliberais. Utilizando dados oficiais e estudos sobre a execução orçamentária do Brasil, Fatorelli contribuiu muito para desmontar os argumentos do governo em relação aos déficits da Previdência e também para orientar toda a discussão com os trabalhadores em cada local de trabalho.

A reforma da Previdência que o governo quer aprovar em 2007 promete a desvinculação do salário mínimo, a desvinculação dos reajustes para os ativos e inativos, idade mínima de 67 anos e também o ataque aos benefícios dos aposentados.

O seminário cumpriu o papel de sistematizar as informações e qualificar o debate dos ativistas e dirigentes sindicais presentes que também apresentaram diversas contribuições ao debate. O próximo passo é massificar as informações e fortalecer a luta contra as reformas entre toda a classe trabalhadora brasileira, portanto foi encaminhada a reprodução do seminário na base de todos os sindicatos e categorias presentes.

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