São José dos Campos: Dia Nacional de Paralisação mobiliza 14 mil metalúrgicos


Na Avibras, os trabalhadores chegaram a ocupar a Rodovia dos Tamoios

O Dia Nacional de Paralisação, nesta sexta-feira, 29, mobilizou cerca de 14 mil metalúrgicos em São José dos Campos e região, todos em luta contra o projeto de lei da terceirização e os ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários incluídos no ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff.

Houve paralisação de 24 horas na General Motors, Avibras, TI Automotive, MWL e Blue Tech. Além disso, houve atraso de três horas na entrada do primeiro turno da Embraer. Há também uma paralisação em andamento na Sun Tech, do setor de eletroeletrônicos, sem previsão de quando as trabalhadoras retomarão a produção.
 
Na Avibras, os trabalhadores chegaram a ocupar a Rodovia dos Tamoios (que liga São José dos Campos ao Litoral Norte), fechando uma das pistas por 40 minutos, na altura do km 15.
 
Na Embraer, houve uma operação conjunta com os condutores que fazem o transporte dos metalúrgicos da fábrica. Os ônibus seguiram em baixa velocidade pelas avenidas dos Astronautas e Faria Lima, que dão acesso à empresa. Os trabalhadores do primeiro turno, que normalmente entram às 6h, só concluíram a entrada por volta das 9h.
 
Trabalhadores de outras empresas que utilizam o serviço de fretamento também foram afetados pela ‘operação tartaruga’.
 
Respostas aos ataques
Com as manifestações na região, os metalúrgicos se somam aos protestos realizados em todo o país. A iniciativa pretende mostrar a indignação da classe trabalhadora contra as recentes medidas que reduzem direitos trabalhistas e previdenciários.
 
O PLC 30/2015 (antigo PL 4330/04) amplia a terceirização no país, o que representa a precarização de direitos trabalhistas.
 
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a CSP-Conlutas estão em campanha contra esse projeto.
 
Os trabalhadores também estão protestando contra o ajuste fiscal promovido pela presidente Dilma Rousseff, com as medidas 664 e 665, que limitam o acesso de milhões de brasileiros ao seguro-desemprego, abono salarial (PIS), pensão por morte e auxílio doença.
 
Os trabalhadores estão indignados com todos esses ataques aos direitos. Hoje está sendo um importante dia para toda a classe trabalhadora. A presidente Dilma e o Congresso Nacional estão fazendo o papel de defensores dos patrões, e isso nós não vamos aceitar. Nossa luta é em defesa dos direitos dos trabalhadores. O próximo passo é construir uma greve geral”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.