RJ: manifestantes lançam tinta no consulado

Fachada do consulado dos EUA
Moisés Muniz / Conlutas RJ

A capital carioca reuniu cerca de mil manifestantes em comemoração ao Dia Internacional da Mulher e contra a visita de Bush. Por volta das 16h, os ativistas concentraram-se no Buraco do Lume, no Centro da cidade, e iniciaram o ato em homenagem à luta das mulheres.

Do Buraco do Lume, os manifestantes seguiram em passeata até o consulado norte-americano, onde ocuparam a área de segurança e jogaram tinta vermelha no prédio, para simbolizar o sangue derramado na ocupação do Iraque. De lá, seguiram até a Cinelândia, onde o ato encerrou com falas das organizações e entidades.

As atividades contaram com a presença do sindicalista haitiano Didier Dominique, do grupo Batalha Operária, o que abriu um grande espaço para o debate sobre a ocupação do Haiti. Cyro Garcia, presidente regional do PSTU, falou no ato em nome do partido. Ele falou que a crise do imperialismo se reflete na ocupação do Iraque, na recente crise das bolsas e nos processos de luta da América Latina. Cyro lembrou também a ocupação do Haiti: “Estamos aqui para protestar contra Bush, mas temos de dizer que o Brasil vem cumprindo um papel criminoso no Haiti, com o exército massacrando o povo haitiano”. Temos de seguir na luta pela retirada das tropas e também contra as reformas neoliberais do governo Lula, construindo um grande encontro no dia 25.

Dayse Oliveira, diretora do sindicato dos professores, falou representando a Conlutas. Ela ressaltou o caráter racista da ocupação do Haiti, já que o país possui uma maioria negra esmagadora. “O dia 20 de março é o dia mundial de combate ao racismo e por isso temos de dizer não ao massacre do povo haitiano”.