PSTU: uma década de lutas

Há 10 anos, nos dias 5 e 6 de junho de 1994, realizava-se o Congresso de fundação do PSTU. Nos próximos meses, nosso partido vai realizar uma série de atividades para comemorar seu aniversário.

O PSTU foi resultado da fusão de mais de 40 organizações nacionais e regionais que romperam com o PT, em 1992. A principal era a Convergência Socialista (CS), uma das correntes fundadoras do PT. A CS foi expulsa do PT por recusar-se a obedecer a direção do partido, a Articulação, que era contra levantar a bandeira “Fora Collor”.

Diversas organizações não aceitaram essa expulsão e formaram uma Frente Revolucionária que se transformou no Movimento pró-PSTU. Depois de dois anos de uma profunda discussão sobre programa e estatutos, o partido foi fundado, em 1994.
Sobre as relações internacionais, houve mais um ano de debates, ao fim dos quais o PSTU aderiu à Liga Internacional dos Trabalhadores-Quarta Internacional (conhecida como LIT), organização fundada por Nahuel Moreno, dirigente trotskista argentino, morto em 1987.

`AtoEm 10 anos de existência, o PSTU se construiu dia-a-dia na luta direta dos trabalhadores. Também participou de eleições, lançando candidatos contra os governos burgueses, e defendendo o socialismo. Em 1998 e 2002, foi candidato à presidência da República, o metalúrgico José Maria de Almeida, o Zé Maria.

Uma trajetória de 30 anos
Embora o PSTU tenha somente 10 anos de vida, a luta da corrente trotskista organizada na LIT, da qual fazia parte a CS, começou em dezembro de 1973. Fundada em Buenos Aires, por quatro exilados brasileiros que fugiam do golpe
de Pinochet, a Liga Operária tinha como objetivo construir um partido revolucionário no Brasil sob o regime militar.

Durante 20 anos a organização cresceu e assumiu distintas denominações que corresponderam a diferentes fases de sua construção: Liga Operária, Partido Socialista dos Trabalhadores, Convergência Socialista, Alicerce da Juventude Socialista e, novamente, Convergência Socialista.

História e atualidade: o partido revolucionário
As polêmicas e as lutas políticas desses 30 anos tiveram conseqüências na luta de classes brasileira e estão mais atuais do que nunca. Desde o nascimento desta corrente, como Liga Operária, até os anos recentes como PSTU, nós defendemos a construção de um partido revolucionário no Brasil, voltado para a luta e não para as eleições; um partido empenhado na construção de uma organização internacional dos trabalhadores; com base no centralismo democrático. Sob este programa, a independência da classe operária se contrapunha à aliança com a burguesia e seus partidos.

Leilão da TelebrásA direção do PT abandonou há tempos qualquer verniz socialista, reformista ou até mesmo anti-imperialista. Formada pela Articulação e seus aliados, ao contrário, defendeu e aplicou uma estratégia de chegar ao governo através das eleições para gerir o próprio Estado capitalista burguês.

Para atingir este objetivo, fez alianças com partidos burgueses, o que culminou no governo Lula, composto por uma grande frente com empresários e partidos de direita.
O resultado desta política da Articulação, no governo, é a aplicação do mais neoliberal dos programas burgueses, seguindo à risca a cartilha do FMI.

Isso mostra que política e concepção de partidos são debates que estão na ordem do dia. A comemoração dos 10 anos do PSTU e dos 30 de nossa corrente trotskista será um momento privilegiado para reavivar essa polêmica e impulsionar a construção do partido revolucionário no Brasil.

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