Foto Palácio do Piratini

O posicionamento político no 2º turno no Rio Grande do Sul tem muita importância para a classe trabalhadora. A necessidade mais urgente segue sendo de resistir e derrotar, pela mobilização direta, os duros ataques feitos em sequência pelos sucessivos governos. O PSTU faz um chamado ao conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras a repudiarem Onyx e Leite e a organizarem a oposição a qualquer deles!

Onyx, negacionista mega-reacionário, ministro e papagaio de pirata do genocida Bolsonaro, tem suas mãos sujas de sangue do povo brasileiro. É expressão da ultradireita hipócrita e corrupta, defensora da ditadura e de todas as reformas que roubem direitos e conquistas da classe trabalhadora.

Eduardo Leite, do decadente PSDB e que também se elegeu abraçado a Bolsonaro, governou o Rio Grande do Sul atacando violentamente os trabalhadores. Entregou a CEEE e já prepara aceleradamente as privatizações do Banrisul e da CORSAN. Nos quatro anos de governo, foi chefe de uma coalizão de partidos burgueses (que incluiu MDB do Sartori) que aprovou os ataques mais duros possíveis.

Na Assembleia – com apoio do PL de Onyx – impôs uma série de retrocessos à classe trabalhadora e ao povo oprimido: fim das carreiras e triênios na educação, confisco dos aposentados, novo código de ataque ao meio ambiente, congelamento de salários, corte do salário na greve dos educadores, fim dos plebiscitos sobre as privatizações, acordo de voltar a pagar a dívida com a União e os banqueiros, manutenção de altos impostos, etc.

Leite teve sempre o apoio entusiasmado dos grandes empresários, do agronegócio e dos latifundiários, que mantém plena confiança num eventual e inédito segundo mandato. A divisão interburguesa entre quem apoiar agora é apenas uma diferença tática de localização e como lucrar melhor no futuro governo. O que lhes interessa é perpetuar seu domínio e seus projetos de exploração e saque das riquezas do Estado. Para os trabalhadores, somente fome, desemprego e miséria.

Agora, é necessária uma forte campanha pelo voto nulo e desmascaramento dessas duas alternativas da classe dominante. Não podemos legitimar os inimigos da classe trabalhadora! Só a revolta popular e a luta organizada da classe trabalhadora poderão derrotar nas ruas esses governos! A serviço dessa luta e da construção de uma alternativa socialista e revolucionária está o PSTU.

Em nível nacional, vamos depositar nosso voto crítico em Lula porque Bolsonaro defende a ditadura militar e ameaça as liberdades democráticas. Defendemos o voto em Lula, porém não apoiamos seu projeto de governar em aliança com os capitalistas. Não integraremos nem apoiaremos um governo de colaboração de classes.

Coerente com nossa luta pelo Fora Bolsonaro chamamos o voto crítico em Lula e, sem depositar confiança no governo, vamos manter a luta por emprego, salário, terra e direitos.