Foto Phill Natal

Agradecemos pelos votos na Vera e nas candidaturas do PSTU e do Polo Socialista e Revolucionário que recebemos no 1º turno das eleições, em que defendemos a expropriação dos bilionários, para acabar com a pobreza, e a necessidade de construir uma alternativa de independência de classe, socialista e revolucionária em nosso país, para lutar por um governo socialista dos trabalhadores e do povo pobre.

No 2º turno, quando não podemos apresentar uma candidatura independente, defendemos o voto crítico em Lula para derrotar Bolsonaro nas eleições. Isso porque Bolsonaro reivindica a ditadura militar, defende um projeto autoritário e ameaça as liberdades democráticas. Seguir no controle do aparelho de Estado facilita seu projeto autoritário. Embora seja necessário derrotar Bolsonaro nas eleições, e faremos campanha ao lado dos trabalhadores para isso, a derrota da ultradireita só será possível por meio da mobilização independente da nossa classe, da organização da autodefesa e da mudança das condições sociais e políticas que deram base ao seu surgimento.

Por isso defendemos o voto crítico em Lula, pois não apoiamos o projeto capitalista, social-liberal e de conciliação de classes do PT, expresso na chapa Lula-Alckmin, de amplas alianças com o capital. Não integraremos nem apoiaremos um eventual governo desses. Seremos oposição. Já vimos que um governo com a patronal para administrar o sistema ataca os trabalhadores, não acaba com as mazelas do nosso povo nem garante a soberania do país. Pelo contrário, o aprofundamento dos problemas sociais aliado ao retrocesso na consciência de classe foram combustíveis para o surgimento do bolsonarismo.

Devemos preparar a luta pela base, com independência de classe, para exigir nossas reivindicações.

Bolsonaro nunca mais!

Estivemos entre os primeiros a levantar o “Fora Bolsonaro e Mourão” e a defender a derrubada desse governo nas ruas.

Bolsonaro é responsável pelas centenas de milhares de mortos na pandemia. É responsável também pela carestia, pelo desemprego e pela fome e prepara uma onda de despejos.

O meio ambiente continua sendo destruído pelo avanço avassalador do agronegócio, das madeireiras e das mineradoras, sob proteção e incentivo de Bolsonaro, enquanto avançam o genocídio dos povos indígenas, a perseguição de ativistas e pesquisadores e o desmonte de órgãos públicos de proteção ambiental e dos povos originários. Ele ainda ameaça as liberdades democráticas, o direito de organização e expressão da classe trabalhadora.

Organizar a luta por emprego, salário, terra e direitos

Derrotando Bolsonaro e elegendo Lula, não devemos depositar confiança no governo, e sim fazer avançar a luta e a organização independente da classe trabalhadora para, por meio da mobilização, exigir emprego, salário, terra, moradia e direitos.

Devemos organizar a luta e exigir a revogação imediata das reformas trabalhista e previdenciária, o que um governo Lula-Alckmin não vai querer fazer.

Devemos exigir a redução da jornada de trabalho sem redução do salário, a garantia de pleno emprego com direitos e carteira para todos (incluindo trabalhadores de aplicativos), o aumento geral de salários frente à carestia.

Devemos exigir a Petrobras 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, e a reestatização de empresas privatizadas, como Vale, CSN e outras. Para garantir a soberania, é preciso parar a entrega do país e também defender o meio ambiente.

É preciso exigir ainda a demarcação das terras indígenas contra o marco temporal e a reforma agrária e a agricultura familiar contra o agronegócio.

Por educação, saúde, moradia e serviços públicos de qualidade, precisamos acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal, substituindo-a por uma Lei de Responsabilidade Social, suspendendo o pagamento da dívida aos banqueiros.

Reforçamos a necessidade de organizar a luta e a autodefesa da classe trabalhadora pela base, porque a derrota do bolsonarismo não é possível só com derrota eleitoral de Bolsonaro. Ela exige mobilização social e um programa que mude as condições sociais e políticas que o alimentam.