Simplício Araújo (Solidariedade), secretário da de Indústria e Comércio do Maranhão, repete discurso de Bolsonaro

PSTU Maranhão

No mesmo dia do pronunciamento criminoso do presidente Jair Bolsonaro em rede nacional de televisão e rádio pedindo a reabertura do comércio e da escolas e o fim do “confinamento em massa”, um dos mais importantes integrantes do governo Flávio Dino (PCdoB), o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (Solidariedade), fez declaração semelhante defendendo o retorno à normalidade nas indústrias instaladas no Estado.

Em sua fala, o secretário deixa claro que as indústrias não podem parar, mas não vê problema nenhum nos trabalhadores morrerem contaminados pelo coronavírus durante o caminho entre a casa e o trabalho, nas aglomerações dentro das fábricas ou ainda levar o vírus para contaminar a sua família. Ao que parece, Simplicio Araújo também acha que se trata apenas de uma “gripezinha” ou “resfriadinho” que não deveria afetar o funcionamento das indústrias e do comércio.

Ontem, dia 26, em nota às entidades empresariais, a Secretaria solicita que todas as entidades empresariais interessadas na abertura imediata do seu segmento de comércio, fundamentem seus pedidos por escrito que serão respondidos o mais rápido possível. Como podemos observar, o negacionismo de Bolsonaro na TV e o lobby dos empresários para manter os lucros tem forte influência dentro do governo Flávio Dino.

É impossível acreditar na palavra do secretário quando diz que “o Maranhão deve estabelecer todo o suporte preventivo e seguro aos funcionários das indústrias locais”, quando são os próprios governantes que negligenciam a proteção dos trabalhadores. Somente após ação do Sindicato dos Servidores Municipais na Justiça do Trabalho, a prefeitura de São Luís passou a fornecer equipamentos de proteção individual a todos os servidores que estão prestando serviços durante a crise do novo coronavírus. Os operários do Porto do Itaqui, administrado pelo governo estadual, também denunciam falta de proteção durante o descarregamento de cargas e mercadorias.

Simplício Araújo repete o discurso do governador de união entre empresários, governo e trabalhadores para enfrentar a crise do coronavírus, mas na verdade os empresários estão mesmo preocupados em voltar à normalidade o quanto antes para que seus lucros não sejam ameaçados. O PSTU defende que a classe operária e os trabalhadores de modo geral, precisam se organizar e lutar para derrotar o vírus e mudar nossas vidas.

Nenhum patrão ou qualquer de seus governos, seja Bolsonaro ou Flávio Dino, vai assegurar isso ao nosso povo. Eles não dependem de transporte público, tem os melhores hospitais e médicos a seu dispor. Enquanto isso, nós trabalhadores que fazemos as indústrias funcionarem e produzimos a riqueza somos tratados como descartáveis. É hora de colocar toda essa riqueza a serviço de garantir vida digna a todos e todas que realmente trabalham. Só a luta muda a vida!