Pôr fim à crise acabando com o capitalismo

Socialismo surge como única alternativa à crise do capitalismoA crise econômica mundial revela não só a crise do neoliberalismo, mas o caráter do próprio capitalismo, sistema no qual as crises se sucedem e aprofundam cada vez mais suas contradições. Ou seja, esta não é apenas uma crise do sistema financeiro, como fazem parecer a mídia e os governos. Trata-se de uma crise estrutural desse sistema baseado na exploração.

A saída apontada pelos capitalistas para resolvê-la passa inevitavelmente pelo aumento da exploração, da fome e da miséria em todo o planeta. Como é uma crise de superprodução, só será superada no interior desse sistema se promover uma brutal queima de capitais. Isso significa fechamento de empresas, falências e desemprego em massa, para não falar em eventuais guerras. Só assim será possível retomar os investimentos e dar início a um novo ciclo, até que uma nova crise apareça. De qualquer forma, as vítimas serão sempre os trabalhadores.

Só nos EUA, são cinco milhões de novos desempregados desde o início da crise. O flagelo das demissões atinge de forma ainda mais dramática a Europa e até a China, apontada como o modelo alternativo de globalização. No Brasil, mais de 750 mil postos de trabalho desapareceram desde setembro do ano passado e é cada vez mais clara a percepção de que o país já está em uma recessão.

Socialismo ou barbárie
Como previa Karl Marx, a tendência é de crises cada vez mais profundas, até que o conjunto da humanidade seja arrastado a uma catástrofe. Hoje, com o aquecimento global, o perigo cada vez maior da escassez da água doce e tantos outros problemas ambientais criados por um sistema que leva em conta apenas o lucro, a expressão “socialismo ou barbárie” nunca esteve tão atual.

Nenhuma classe desiste voluntariamente de seus privilégios. Mesmo diante da proximidade de um colapso humanitário ou ambiental, a burguesia não renunciaria a seus lucros. Fica cada vez mais claro que a única saída para a crise que leve em conta a grande maioria da população não passa pelos marcos desse sistema. A verdadeira utopia é o capitalismo de rosto humano.

Hoje, o socialismo aparece como única alternativa viável para superar as crises do capitalismo. Ao invés da anarquia da produção em busca de lucros cada vez maiores para a burguesia, uma economia planificada, controlada pelos próprios trabalhadores a fim de atender às necessidades da população. No lugar da ditadura do capital, uma verdadeira democracia dos trabalhadores.

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