Carreata em Belém (PA) no dia 23 de janeiro

CSP-Conlutas

Nesta terça-feira (26), mais de 400 ativistas representantes de centrais sindicais, movimentos sociais, juristas, representações religiosas, partidos de oposição e outras frentes e organizações se reuniram para discutir encaminhamentos para a luta prática contra o governo Bolsonaro e em defesa da classe trabalhadora em meio às crises política, econômica, social e sanitária que vivemos.

O agravamento da conjuntura atual recoloca com força a necessidade e, sobretudo, a possibilidade de impeachment de Bolsonaro, com base em mobilização popular e pressão no Congresso para abertura do processo.

Para que os próximos passos sejam exitosos, é preciso que haja, além de unidade, trabalho de base, com criação de comitês e plenárias estaduais. E o enfrentamento, conforme discussão coletiva, deve abarcar bandeiras de luta para combater os efeitos da crise sanitária – com vacinação já, ampliação de recursos para o SUS e defesa das medidas de distanciamento social -, da crise econômica, com a retomada do Auxílio Emergencial e defesa do emprego, pela derrubada do Teto dos Gastos e contra a Reforma Administrativa -, e por fim da crise política, pelo Fora Bolsonaro e Impeachment, já!

Algumas resoluções organizativas foram encaminhadas para que haja articulações nacional e estadual, campanha de propaganda e comunicação permanente, atos com segurança protocolar sanitária, solidariedade e trabalho de base nas periferias, denúncia e apoio em nível internacional, manifestação de igrejas e atos ecumênicos, e apoio à CPI de Pazuello e sua conduta em frente ao Ministério da Saúde.

Além disso, os representantes dos movimentos reunidos deliberaram que campanhas em defesa do SUS e pela quebra das patentes das vacinas e dos professores, devem ser fortalecidas. Pela categoria da Educação, em defesa de atividades presenciais somente com condições sanitárias e vacinação da comunidade escolar e da população em geral.

Por fim, a plenária encaminhou calendário de mobilizações com atividades previstas até março.

Calendário de lutas

26/01 – Entrega do Pedido de Impeachment das Igrejas
29/01 – Mobilização dos Bancários contra a privatização do BB
31/01 – Carreatas e bicicletadas em todos os municípios e STOP Bolsonaro
01/02 – Dia Nacional de Lutas e ato em Brasília na véspera da Eleição das presidências da Câmara e Senado (organizar assembleias, paralisações, atos nas áreas operacionais e locais de trabalho)
01 a 05/02 – Ato de Entrega do Pedido de Impeachment no Congresso
06/02 – Dia Nacional de Solidariedade e luta pelo auxílio emergencial
15 e 16/02 – Ações agitativas no Carnaval
21/02 – Indicativo de Carreata Massiva
08/03 – Dia Internacional de Luta das Mulheres

Para o dirigente e membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, “a reunião foi uma importante iniciativa para construir unidade de ação de todos os setores que desejam derrotar Bolsonaro e sua política genocida”.

Plenária online reuniu partidos, movimentos, juristas e organizações diversas

A central defende não apenas a luta por ‘Fora Bolsonaro’, mas também pela derrubada de Mourão, porque acreditamos que é necessário e urgente enterrar essa política econômica e esse regime que atacou, ainda mais duramente nesta pandemia, os trabalhadores, o povo e o país”, destaca Mancha.

Somente com ampla campanha de massa e a participação da classe trabalhadora e da juventude que garantiremos vacinação, já, auxílio emergencial imediato e nossos empregos.

As ações genocidas do governo ficaram nítidas com o ataque recente da Ford. Um verdadeiro crime contra o país e tantas famílias que foram jogadas na rua e na miséria. Dia 1º de fevereiro será uma importante e boa oportunidade de realizarmos um forte dia nacional de lutas e mobilizações nacionalmente, e fazer crescer esse movimento pelo fim do governo de Bolsonaro e Mourão”, convocou o dirigente.