Perseguição: em um mês, GM pune quarto dirigente sindical

Nesta terça-feira, dia 13 de maio, a General Motors de São José dos Campos (SP) puniu mais um diretor do Sindicato dos Metalúrgicos. O dirigente Eduardo de Oliveira Silva recebeu uma suspensão de 10 dias.

A GM puniu o diretor em razão da realização de uma assembléia que aprovou a proposta de PLR 2008, na segunda-feira, dia 12.

É a quarta punição a diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos em pouco mais de um mês. Para o presidente do Sindicato, Adilson dos Santos, o Índio, é mais um grave ataque da empresa à organização sindical.

A empresa fala muito de “democracia”, mas pune ativistas sindicais por assembléias democráticas, que são um direito dos trabalhadores e ocorrem de forma pacífica na fábrica.

“Esta postura da montadora é uma clara ofensiva contra os trabalhadores e sua entidade. A GM está punindo arbitrariamente e afastando os dirigentes do seu local de trabalho, com o objetivo de forçar a implantação do banco de horas e a redução de salários”, disse Índio.

Mas, se a empresa pretende com isso amedrontar os trabalhadores não está conseguindo. Apesar de toda a pressão da empresa, os metalúrgicos da GM seguem firmes na resistência aos ataques da montadora, que insiste em reduzir salários e impor Banco de Horas. Em todas as assembléias, os trabalhadores têm reafirmado a continuidade da campanha para impedir os ataques aos direitos.