Os recursos que querem conquistar

A intenção do imperialismo é colocar as mãos em todo o ecossistema da Amazônia, que envolve 7,2 milhões de quilômetros quadrados, cuja biodiversidade é a maior do mundo com 50% das espécies da fauna e da flora do planeta.

Calcula-se em mais de um trilhão de dólares o valor da madeira de lei que pode ser extraída da floresta, entre as mais de 100 espécies de madeiras nobres. A produção pesqueira atual é de 180 mil toneladas por ano, mas estima-se que pode chegar a mais de 300 mil.
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A América Latina tem uma das maiores reservas mundiais de minerais estratégicos do mundo. Só na Serra de Carajás calcula-se 18 bilhões de toneladas, o que faz do Brasil o maior produtor de ferro, com 15% das reservas mundiais de bauxita.
A Venezuela tem 65 bilhões de barris de petróleo reservas, e pode chegar a 300 bilhões. Somente os países andinos têm quatro vezes as reservas de petróleo dos Estados Unidos e 75% da produção de carbono da América Latina. A Bolívia possui a segunda maior reserva de gás natural da América Latina (1,5 trilhão de metros cúbicos).

Na Colômbia, será feita a interconexão com o Plano-Puebla-Panamá e ao IIRSA (Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Regional Sul-americana), unindo a América Latina aos EUA, interconectando estradas e vias fluviais e inclusive redes elétricas através do SIEPAC (Sistema Integrado de Energia para a América Central) e do anel interconectado (Peru – Equador – Colômbia). Será construído um oleoduto, que conectará o Panamá ao México e daí aos EUA, e este estará integrado ao oleoduto Maracaibo (Venezuela) e La Guajira (Colômbia).

A água será cada vez mais disputada. Só a bacia amazônica possui 1/5 da água doce do planeta. Na América do Sul, há o aqüífero Guarani, na Tríplice Fronteira, que representa o maior lençol freático de água do mundo, estendendo-se do Paraná até a Bacia do Chaco-Paraná; subjacente a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Tudo isso sem falar no controle da produção de cocaína e no narcotráfico, que move US$ 500 bilhões por ano no mundo. O imperialismo promove uma “guerra ao narcotráfico”, com o objetivo real de controlar esse mercado milionário.
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