Oposição Bancária garante na Justiça recuo da fraude nas eleições de São Paulo

Depois de estabelecer o número de votantes e determinar a lista de associados, a Justiça revogou a suspensão das eleiçõesAs eleições para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região devem começar na segunda-feira, 20 de junho, depois de o sindicato ser obrigado a aceitar uma fiscalização mínima das eleições. No dia 15 de junho, depois de conseguir na Justiça a suspensão das eleições para impedir a fraude, a Chapa 2 – Oposição conseguiu, também por decisão judicial, conhecer finalmente o número de sócios aptos a votar – 43.484 – e ter acesso à real lista de associados, o que permite a fiscalização do pleito. Havia uma manobra da direção majoritária da entidade, que dava margem para completa alteração dos resultados da eleição e permitia a fraude.

Depois de estabelecer o número de votantes e determinar a lista de associados, a Justiça revogou a suspensão das eleições. A diretoria do sindicato foi pressionada a realizar um acordo com a Chapa 2 perante a justiça definindo uma nova data para a realização das eleições, que será de 20 a 23 de junho.

A decisão judicial de impedir o início das eleições no dia 14 se deu baseada na denúncia feita pela Chapa 2. Não se sabia quantos podiam votar. A cada momento eram apresentados números diferentes. No balanço social do sindicato de 31 de março constava 60 mil associados; a comissão eleitoral entregou à chapa 2, em 3 de junho, lista com 43.234 votantes; em 9 de junho, a Folha Bancária (jornal do sindicato) anunciou que 50 mil sócios estão aptos a votar; no dia 10, a oposição recebeu uma lista em CD com 43.484 votantes; no dia 14, a Folha Bancária disse que “42.355 pessoas estão habilitadas a votar”.

Além dos erros nas listas, a direção do Sindicato estava agindo para dificultar o acesso dos votantes, pois tirou prédios inteiros do roteiro das urnas e colocou centenas de bancários para votar a quilômetros de distância de seu local de trabalho. Por isso, a decisão da justiça também forçou a inclusão de uma urna fixa no prédio do Banco do Brasil da região Sul e definiu a passagem de urna no Banco do Brasil da Avenida Paulista.

Entretanto, apesar de ter sido barrada essa fraude premeditada e ter sido garantido uma mínima fiscalização do processo eleitoral, os membros da Chapa 2 alertam que os bancários precisam ficar de olho, atentos para qualquer sinal de fraude nas urnas onde estiverem votando. A direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo, ligada à CUT e ao PT, tenta de todas as formas, com manobras e uso da máquina, impedir que o sindicato retorne aos bancários e para a luta.