Oito anos de FHC aumentaram o abismo social no Brasil

A recente denúncia (comprovada) de que o governo maquiou os números da reforma agrária no país sob o reinado do tucanato foi apenas mais uma demonstração (grave com certeza) de que sob esse governo, os verdadeiros números vão indicar o quão grave é a crise social.

Alguns números que você pode ler nesta página não mentem, são frios, mas são cruéis, pela tragédia social que eles significam, como na recente epidemia da Dengue, que custou a vida de mais de 50 brasileiros em apenas três meses.

A propósito, essa triste epidemia revela qual foi a verdadeira natureza desse governo: a da submissão e de uma política econômica voltada quase que exclusivamente para pagar a dívida externe e interna e favorecer os grandes bancos. Bastaria o governo aplicar algo em torno de um quarto daquilo que arrecada por ano com a malfadada CPMF para que o mosquito da dengue já estivesse erradicado a essas alturas (segundo projeções do próprio Ministério da Saúde de 1996).

Mas a CPMF esteve muito longe de ser aplicada naquilo que seria em tese a sua verdadeira finalidade, a saúde. Afinal, antes disso, vieram os juros da dívida pública, as metas estabelecidas pelo FMI e assim por diante.

A crise social é uma verdadeira bomba de tempo, a grande herança que o governo FHC/FMI deixa e que, agora, seu candidato (o presidengue) vai tentar disfarçar na campanha eleitoral com números maquiados, promessas de “priorizar o social” com slogans cínicos como “continuidade sem continuísmo”.