Nota do PSTU sobre o segundo turno em Porto Alegre

O PSTU compôs com o PCB a Frente de Esquerda para as eleições municipais de Porto Alegre. Diante do segundo turno das eleições, cada partido expressa sua posição com total autonomia. O PSTU não apoiará nenhum dos dois candidatos no segundo turno.

Nossas candidaturas tiveram o objetivo de oferecer uma alternativa para a classe trabalhadora e o povo pobre de Porto Alegre. Alertamos a estes que tanto Fogaça quanto Maria do Rosário, e as alianças que lhes dão sustentação, ocultam a verdade. Ocultam a crise econômica em que o país será jogado em curto ou médio prazo, fruto do atrelamento da economia nacional ao sistema financeiro internacional, o que tornou nosso país muito mais dependente e vulnerável. Tal crise terá conseqüências diretas sobre os orçamentos das Prefeituras.

Lula, apegado à política do imperialismo norte-americano e fiel ao sistema financeiro, repete os passos de Bush e de outros governos capitalistas: entrega quantias imensas da verba pública, produzida pelos trabalhadores, aos banqueiros. Esse foram os que mais lucraram nos tempos de crescimento.

Esse dinheiro vai fazer falta para a saúde, educação, infra-estrutura, Previdência, habitação. Faltará dinheiro para as prefeituras, as promessas não se realizarão. Tanto Maria do Rosário quanto Fogaça estão comprometidos com esse mesmo modelo neoliberal. Ambos candidatos falam em acabar com as filas para atendimento médico através da informatização, mas omitem que não haverá dinheiro para a contratação de médicos, construção de postos de saúde e de hospitais, pois a prioridade dos governos é salvar capitalistas e banqueiros.

Chamamos o povo de Porto Alegre a VOTAR NULO, a não depositar nenhuma confiança nesses candidatos. Só a luta da classe trabalhadora será capaz de defender nossos direitos, empregos e nível de vida. Mas, para isso, será necessário lutar contra os verdadeiros responsáveis pela crise, estatizar o sistema financeiro e controlar os capitais, o que nenhum desses partidos fará.

Porto Alegre, 21 de outubro de 2008