A jornada na América Latina e no Caribe

A semana de luta ocorreu em vários países do continente. Manifestações, debates e outras atividades marcaram a jornada em diversos países. No Equador, ocorreram, no dia 17, um ato e uma videoconferência em defesa dos recursos naturais, contra a ocupação do Haiti e em solidariedade ao povo boliviano.

Na Colômbia, houve passeatas no dia 7 em Popayán, Cali, Pasto, Medellín e Bogotá para enfrentar os planos do governo, a repressão do regime e o pára-militarismo (mercenários de ultradireita). As centrais operárias, os trabalhadores do setor judiciário em greve (47 mil, aproximadamente) e 15 mil cortadores de cana foram os protagonistas da jornada.

Já no Uruguai, a Tendência Classista e Combativa (TCC) participou, no dia 8, de uma marcha à embaixada dos Estados Unidios em homenagem a Che Guevara e pela retirada das tropas uruguaias do Haiti. No dia 9, a Tendência organizou paralisações e manifestações em defesa dos salários e dos serviços públicos e contra a repressão aos movimentos sociais do país.

No dia 10, ocorreu uma marcha com integrantes do Candomblé nas ruas de Montevidéu exigindo a retirada das tropas do Haiti. Além disso, um abaixo-assinado foi entregue aos ministérios exigindo o fim da ocupação do país caribenho, com cinco mil assinaturas.

No Paraguai, as manifestações incorporaram a luta contra a repressão aos movimentos sociais. A Mesa Coordenadora Sindical (Mecosi) organizou, no dia 14, uma manifestação dos movimentos sindicais e sociais no Panteão dos Heróis.

No dia 18, ocorreu na Argentina um ato pela retirada das tropas do Haiti. O protesto ocorreu em conjunto com a CTA capital, o Serpaj (Serviço de Paz e Justiça) e as Mães da Praça de Maio. Também foi realizado um manifesto de personalidades e entidades pelo fim da ocupação militar no país caribenho.

Até mesmo no Haiti ocorreram mobilizações. Um grupo de quarenta delegados de organizações dos trabalhadores marchou em frente ao Palácio Nacional no dia 15. Eles protestaram contra a renovação da ocupação militar e pediram a saída das tropas da ONU.

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