Secretaria Nacional de Negras e Negros e Secretaria de Mulheres do PSTU

Na noite de 8 de julho, durante uma live política regional, uma militante do PSTU foi covardemente atacada nas redes sociais por um homem identificado no Facebook por “Marcelo Gm Mgm”, de Porto Alegre (RS).

De forma repugnante e machista, este sujeito começou a enviar mensagens privadas extremamente ofensivas à militante, inicialmente falando de um suposto companheiro que ela poderia ter, para, logo depois, xingá-la e animalizá-la de forma machista e profundamente racista.

Em primeiro lugar, queremos prestar toda a nossa solidariedade à companheira, uma mulher negra, nortista, trabalhadora da educação. E, como parte disso, tomar providências contra o agressor, para tentar impedir que outras mulheres sofram com este tipo de ataque.

Em segundo lugar, é importante dizer que nada justifica uma agressão machista. A companheira não é casada e ainda que fosse, achar que sua conduta ou postura nas redes não condiz com o perfil de “mulher casada” não dá o direito a ninguém de atacá-la. Julgar as mulheres a partir de uma visão moralista é típica do machismo impregnado nessa sociedade capitalista que ainda nos trata como se fôssemos propriedade dos homens.

Esses ataques virtuais às mulheres, em particular às negras, causam dores reais, e são expressões também do racismo naturalizado e institucionalizado, alimentado por quatro séculos de escravidão e violência às mulheres negras e que segue sendo reproduzido e estimulado por governos e representantes burgueses através de seus discursos e a negligência diante do aumento da violência e dos feminicídios.

Ter um presidente machista e racista como Bolsonaro, que incentiva toda a forma de opressão e que já atacou mulheres, de forma baixa e vil, também estimula outros homens a tratarem as mulheres da forma que quiserem, sem respeito e se comportando como se fossem donos de suas vidas.

A violência virtual e os insultos racistas e machistas proferidos às mulheres negras estão profundamente ligados à violência física impostas a nós que, durante a pandemia, aumentaram. O que reforça a necessidade de intensificarmos a luta contra o racismo e contra o machismo e organizar as mulheres negras de nossa classe para a derrubada deste sistema capitalista, tarefa que deve ser tomada pelo conjunto da classe trabalhadora, mulheres e homens, negros e não negros.

Por isso, repetimos em alto e bom som: basta de violência machista e racistas! Respeite a mulher negra! Machistas e racistas, não passarão!