No Rio de Janeiro, voto nulo cresce no segundo turno

Número de votos superou o da candidata ao governo do estado Denise FrossardAo contrário do que previam os analistas políticos fluminenses, o voto nulo aumentou neste segundo turno no Rio de Janeiro. Nacionalmente, este índice recuou cerca de 1%, foi de 5,68% dos votos do primeiro turno para 4,71% do total de votos deste segundo turno.

O Rio de Janeiro foi o Estado que encontramos o maior índice do voto nulo para Presidente da República no segundo turno em todo país: 9,68% (871.469 votos). No primeiro turno este índice já tinha sido alto – 6,92% (640.788 votos). O aumento foi bastante significativo, mais de 230 mil votos, representando cerca de 3% do total da eleição.

No primeiro turno Heloísa Helena, candidata da Frente de Esquerda (PSOL -PSTU – PCB), obteve no Rio de Janeiro sua maior votação, pouco mais de 17% dos votos válidos. Uma parcela deste eleitorado, mesmo com toda a campanha da mídia para que se escolhesse um dos candidatos, acabou migrando para o voto nulo.Uma parcela importante destes eleitores votou nulo por entender que Lula e de Alckmin representam o mesmo projeto neoliberal de ataques à classe trabalhadora.

Porém o mais impressionante se deu na eleição para o Governo do Estado. A soma da abstenção , dos votos nulos e dos votos em branco superou a votação de Denise Frossard (PPS / PFL), candidata derrotada no segundo turno do Estado. A candidata apoiada pelo atual Prefeito César Maia (PFL) conseguiu chegar em terceiro lugar.

Ela contou com 32% dos votos, enquanto que a soma da abstenção (17,35% dos votos), do voto nulo (13,36%) e dos votos em branco (2,86%) totalizou 33,57% do total das eleições. Concretamente mais de 1/3 do eleitorado fluminense não caiu no engodo de escolher entre os dois candidatos ao Governo do Estado (Sérgio Cabral e Denise Frossard) que representam a continuidade dos ataques a nossa classe.