“Não é um ponto de chegada, é um ponto de partida”

Zé Maria, um dos principais membros da direção da Conlutas e presidente do PSTU, falou ao Opinião Socialista sobre a marcha e sobre as próximas etapas da lutaOpinião Socialista – Qual a sua avaliação deste ato?

Zé Maria – Foi um ato muito importante, aqui tem três ou quatro vezes mais pessoas do que no ato chapa-branca. E eles tiveram o apoio do aparato de Estado, o dinheiro do governo. Uma manifestação que afirmou com clareza o protesto dos trabalhadores e da juventude contra o governo e a corrupção que Lula está praticando com o Congresso Nacional; contra as reformas neoliberais; contra a política econômica que Lula aplica no país para ajudar banqueiro e massacrar a classe trabalhadora. É a manifestação dos que não aceitam as duas opções colocadas: Lula e PT de um lado e, de outro, PSDB e PFL, que são tudo farinha do mesmo saco. É necessário, portanto, construirmos um amplo processo de mobilização para derrubar o governo e o Congresso. Tirar o PT e também o PSDB.

Como concretamente serão encaminhadas essas lutas daqui para a frente?

Zé Maria – Isso aqui foi um primeiro passo para desencadear o processo. Não é um ponto de chegada, é um ponto de partida. Vamos agora, semana a semana, realizar protestos nas ruas, em todos os estados e queremos reproduzir por dez, por cem, por mil a presença que tivemos hoje. Trazer os trabalhadores, a juventude e varrer o país de manifestações, até reunir as condições para que possamos, pela força da luta, impor as mudanças necessárias ao Brasil para que o povo tenha uma vida digna.

À luz dessa vitória, quais as perspectivas para o encontro da Conlutas?
Zé Maria – O Encontro vai dar um passo adiante na construção de uma alternativa para a luta dos trabalhadores e para a luta da juventude, que foram abandonados pela UNE e pela CUT. A Conlutas, com essa manifestação aqui, demonstra que já está em construção de uma alternativa, que é necessário fortalecer daqui por diante.

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