Foto: Sindimetro-MG

Em assembleia realizada ontem, dia 28, os metroviários de Belo Horizonte aprovaram a manutenção da greve, que teve início no último dia 23. A categoria é contrária à privatização e a cisão da Sistema de Trens Urbanos de Belo Horizonte (CBTU-BH). Os metroviários questionam uma resolução do governo federal (n°206 do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos – CPPI), que desrespeita o direito de transferência dos funcionários da CBTU-BH para outras superintendências, passando por cima do atual Acordo Coletivo de Trabalho em vigência.

Na última segunda-feira, dia 27, aconteceu uma audiência de conciliação entre o Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG) e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Mas terminou sem acordo.

Na reunião, o sindicato pediu a abertura das negociações com o governo federal para tratar das questões relacionadas com os trabalhadores no processo de privatização. Além disso, pediu também a revogação do item III do artigo 6° da resolução 206 do CPPI, que transfere todos os trabalhadores da capital para uma subsidiária que ainda não foi criada.

A greve continua

Ao não avançar as negociações, a categoria decidiu seguir em greve. O metrô de Belo Horizonte continua funcionando em escala mínima determinada pela liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Metroviários de Belo Horizonte estão em greve desde o dia 23, contra a privatização da CBTU-BH | Foto: Sindimetro-MG

O movimento paredista irá perdurar até o dia 17/01/2022, quando ocorrerá outra assembleia da categoria para decidir sobre os rumos do movimento. Está nas mãos do governo acabar com a greve. Se abrirem os canais de discussão e negociação e não retirarem nenhum direito dos trabalhadores, então, a greve poderá ser suspensa em uma assembleia antes mesmo do dia 17 de janeiro”, diz um comunicado divulgado no site do Sindimetro-MG.

A greve é uma medida necessária diante dos desmandos e manobras do governo que vêm excluindo e ignorando a participação e o bem estar dos funcionários, no atual processo de cisão que a CBTU-BH está passando. A paralisação afeta em cheio os usuários do metrô, mas é uma situação limítrofe entre a privatização da empresa e a demissão dos funcionários concursados lotados em Belo Horizonte”, ressalta o comunicado.

É importante que a população da Grande Belo Horizonte saiba que os metroviários trabalharam, sem parar um dia, durante toda a pandemia da Covid-19, agora busca o apoio de todos os usuários em defesa da empresa pública e com tarifas acessíveis a toda população. A cisão da empresa criaria uma outra, que seria repassada ao Estado de Minas Gerais, e imediatamente privatizada com um aporte bônus para os futuros proprietários em torno de R$3 bilhões”, afirma o Sindicato.

Solidariedade

O PSTU apoia e emite toda solidariedade aos metroviários de BH. Somos parte da luta em defesa do metrô público, estatal, com serviço de qualidade à população.

Não à privatização do metrô de BH!