Greves na educação

Professores de Minas continuam em greve
Os trabalhadores da educação estadual de Minas Gerais estão em greve há mais de um mês. Esta é uma greve heroica, construída pelos professores que enfrentam todas as ameaças do governo sem desistir de lutar por salário digno.

Atualmente, um professor do ensino médio recebe piso salarial de R$ 550. Uma professora do primário recebe R$ 400 de salário-base, chegando a apenas R$ 850, somados os benefícios.

A isso se soma o sucateamento do IPSEMG, o instituto de saúde dos servidores de Minas Gerais, que o ex-governador Aécio Neves (PSDB) e seu substituto Antônio Anastasia (PSDB) querem privatizar.

Após a última assembleia dos professores, aconteceu um ato. Os trabalhadores foram em caminhada até a praça da Liberdade, antiga sede do governo, que agora mudou para o Centro Administrativo, na região norte da cidade. A Polícia Militar aguardava com cassetes e cães. Todo o aparato repressivo estava presente para atacar os educadores.

Greve no Pará
Os trabalhadores da educação pública do Pará também estão em greve desde o dia 7 de maio. É a terceira greve contra o governo de Ana Júlia Carepa (PT), evidenciando a falência da política educacional do governo petista e os ataques aos direitos conquistados pela categoria.

A greve tem como principal reivindicação o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), pois o governo apresentou um plano que contempla somente o magistério (professores e técnicos), excluindo mais de 15 mil trabalhadores.

Além disso, o plano do governo, caso aprovado, vai acabar com a progressão vertical e horizontal dos professores de nível médio. Será criado um ranking para pagar especialistas, mestres e doutores, pois o pagamento da progressão vai depender de “dotação orçamentária”, ou seja, é a lógica da redução do papel do Estado como um dos pilares do neoliberalismo.
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