Greve nacional de petroleiros têm início com forte adesão e diz não à privatização da Petrobrás

Paralisação na Reduc, em Duque de Caxias (RJ)

Em todo o país, teve início nas primeiras horas desta quarta-feira (30), a greve nacional dos petroleiros. A categoria anunciou paralisação de 72 horas como parte da luta contra a privatização da Petrobrás. Os trabalhadores denunciam que o processo de privatização da estatal é o que está por trás da política de reajustes praticada pela empresa e que levou à escalada nos preços dos combustíveis.

A mobilização começou forte em todo o país, atingindo as refinarias, terminais e unidades operacionais da empresa. As principais refinarias, centro estratégico da Petrobrás, tiveram os chamados “cortes de rendição”, a suspensão da troca de turnos, o que obriga a empresa a reduzir as operações.

Os trabalhadores cruzaram os braços mesmo após a decisão absurda e arbitrária do TST (Tribunal Superior do Trabalho, que ontem declarou a paralisação como ilegal antes mesmo dela iniciar. A favor dos interesses do governo Temer e da direção da empresa, o TST estipulou uma multa diária de R$ 500 mil, caso a decisão fosse descumprida.

Absurdo
Como se fosse uma provocação, a Petrobras anunciou um novo aumento no preço da gasolina, apesar da forte greve de caminhoneiros, que parou o país nos últimos dias, e da greve petroleira iniciada hoje, que questionam exatamente a escalada no preço dos combustíveis. A partir de amanhã (31), o preço nas refinarias subirá 0,74% e passará a ser de R$ 1,9671 por litro. Somente no mês de maio, o preço do combustível nas refinarias acumula alta de 9,42%.

Abaixo a repressão e as tropas do Exército
Nas assembleias, manifestações e piquetes, há um repúdio geral dos trabalhadores contra a presença de tropas do Exército e da PM nas refinarias e unidades da Petrobras, como na na Repar (PR) e na Revap (SJC-SP). Em alguns locais, houve repressão da polícia, como na Refap, em Canoas (RS).

Refinaria de Duque de Caxias (Reduc). Foto Tania Rego/Agência Brasil

Fora Parente
Outra reivindicação presente na mobilização é a saída do presidente da Petrobras Pedro Parente. Sob as ordens de Temer, Parente está à frente da política de privatização da Petrobras e vem implementando uma série de medidas para sucatear a estatal e prepará-la para a venda às multinacionais estrangeiras.

A CSP-Conlutas está presente nas mobilizações dos petroleiros em todo o país e defende o apoio total a essa luta. É hora de unificar as lutas de todos os trabalhadores e construir uma Greve Geral para reduzir o preço dos combustíveis, barrar a privatização da Petrobras, bem como barrar todos os outros ataques do governo e por para fora Temer e os corruptos do Congresso.

Acompanhe a mobilização dos petroleiros na página da CSP-Conlutas no Facebook

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