Ex-candidato do PSOL em Mauá declara apoio ao PT

O candidato à prefeitura da cidade de Mauá pelo PSOL, Mateus Prado, anunciou na última segunda-feira, dia 13 seu apoio ao candidato petista Oswaldo Dias no segundo turno das eleições. Prado integrou as fileiras do PT até 2005, quando trocou a sigla pelo PSOL. Quando petista, ocupou cargos na prefeitura da cidade, então liderada pelo hoje candidato Oswaldo Dias.

O candidato do PT disputa a prefeitura contra Chiquinho do Zaíra, do PSB. O ex-candidato do PSOL se une, assim, ao ex-candidato do PSDB, Diniz Lopes, que também anunciou seu apoio a Dias. Além de apoiar a candidatura petista, Prado resolveu voltar ao PT. A imprensa da cidade especula que tal acordo prevê a quitação das dívidas eleitorais do então candidato do PSOL pelo PT. Segundo prestação de contas do político, as dívidas ultrapassam os R$34 mil.

Já Mateus Prado alega estar descontente com o PSOL. Entre outras coisas, pela campanha de filiação em massa do partido, sem critérios, e a chapa de vereadores “direitistas”. Prado afirmou que, durante a campanha eleitoral, chegou a ter “saudades” do PT que, segundo o candidato, conseguia estar mais à esquerda que o próprio PSOL.

Estranhas ligações
O que mais chama a atenção nessas eleições com relação ao PSOL, no entanto, são as coligações sem princípios que possibilitou grande parte de seus candidatos eleitos. As coligações vão desde tradicionais partidos de direita, como PSDB e DEM, até pequenos partidos de aluguel. A lista dos candidatos pode ser encontrada no próprio site oficial do PSOL.

Na cidade paranaense de Santa Cruz do Monte Castelo, por exemplo, o candidato do PSOL, Rafael Guerreiro, se elegeu com uma coligação que abarcava desde o PSDB, passando pelo DEM, PRTB e PSL. Em Porto Esperidião, Mato Grosso, o vereador eleito pelo PSOL coligou-se com PSDB, PDT e PHS. Já em Macapá, capital do Amapá, a coligação psolista contava ainda com o PSB e o PMN. Na cidade, o PSOL ainda concorre como vice na chapa de Camilo Capiberibe (PSB).

Pelo menos 11 dos 25 vereadores eleitos pelo PSOL em todo o país se coligaram com partidos de direita ou de aluguel.