Trabalhadores da GM paralisam atividades contra anúncio de férias coletivas

Na manhã desta quinta-feira, dia 16, cerca de 2.500 trabalhadores do 1º turno do MVA paralisaram a produção na GM de São José dos Campos e realizaram um ato e assembléia diante do anúncio da empresa de iniciar férias coletivas a partir do dia 20/10.

A montadora alegou necessidade de reduzir a produção devido à diminuição de exportação para a África do Sul e México, como reflexo da crise econômica mundial. No mês de setembro, a empresa também abriu um PDV (Plano de Demissão Voluntária), mas não anunciou oficialmente quantas adesões houve.

O protesto começou às 6h30 e foi até às 7h30. Neste período, 50 carros deixaram de ser produzidos. Os trabalhadores aprovaram em assembléia enviar para a empresa a reivindicação de estabilidade no emprego.

“Enquanto o governo Lula e outros governos de outros países dão dinheiro aos banqueiros, os trabalhadores estão desprotegidos. Não aceitaremos nenhuma demissão ou tentativa de redução dos direitos. Os trabalhadores não vão pagar por essa crise que não é deles”, alertou o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Luiz Carlos Prates, o Mancha, que também é da direção da Conlutas.

O protesto contou com o apoio da Conlutas, à qual o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos é filiado, Intersindical e MST.

Jornada de Lutas
A paralisação dos trabalhadores da GM faz parte da Jornada de Lutas – Semana Antiimperialista. Essa atividade foi aprovada, em julho, no Encontro de Trabalhadores Latino-americanos e Caribenhos (ELAC), que aconteceu em Minas Gerais, promovido pela Conlutas e entidades internacionais.

Nesta quinta, também estão marcadas manifestações na Petrobras (Refinaria Henrique Lage) e no Carrefour de São José dos Campos, além das empresas Johnson & Johnson e Monsanto.

A Jornada de Lutas – Semana Antiimperialista, de 12 a 18 de outubro, também está acontecendo protestos na maioria das capitais brasileiras, além de países como Paraguai, Uruguai, Argentina, Colômbia, Equador e Haiti.

O objetivo é realizar ações coordenadas nos países da região contra a exploração imperialista. Entre as bandeiras, o protesto inclui a luta contra a criminalização dos movimentos sociais, pela retirada das tropas brasileiras do Haiti e o apoio à luta do povo boliviano.