Crescimento econômico, um aliado temporário

Lula busca capitalizar o crescimento da economia como produto das iniciativas de seu governo. Na verdade, a economia cresce no mundo todo. Na América Latina, crescem as economias dos países governados pela direita (Colômbia, 5,1%) e pelos populistas de “esquerda” (Venezuela, 9,3%). O crescimento brasileiro no continente só está à frente dos de El Salvador e Haiti.

No primeiro mandato, o PIB aumentou, em média, 2,6% ao ano, igual ao primeiro governo de FHC (1995-1998), e pouco mais que do segundo (2,1%).
Mas a economia capitalista funciona em ciclos, e já se avizinha uma nova crise. A última foi a de 2000/2002, em que, entre outras coisas, explodiu a Argentina e levou a derrota de FHC.

O crescimento dos EUA é indicativo de uma dinâmica descendente: 5,6% (1º trimestre de 2006), 2,6% (segundo), 2,2% (terceiro). Não está claro o ritmo em que este processo irá se dar. Mas essa nova crise afetará diretamente o Brasil. E, com isso, uma das bases da popularidade do governo virá abaixo, afetando inclusive seus programas de compensação social.

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