Crescem os cortes nas verbas sociais

Para mostrar que aprendeu a fazer direitinho o dever de casa imposto pelo FMI, o governo derrubou os investimentos públicos previstos no já escasso Orçamento.

De acordo com os cálculos da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), de janeiro a julho deste ano, o investimento realizado pelo governo foi de apenas R$ 700 milhões, ridículos 5,74% em relação ao total de R$ 12,2 bilhões programados para 2004.

Para onde vai esse dinheiro? Simplesmente para fazer o superávit primário e garantir o pagamento da dívida externa. Segundo a Abdib, os investimentos públicos despencaram de R$ 14,6 bilhões em 2001 para R$ 6,5 bilhões no ano passado.

Isso impede que os trabalhadores e o povo pobre recebam os benefícios possíveis do
crescimento econômico, como maiores investimentos em Saúde e Educação. Nos primeiros quatro meses do ano, o governo Lula pagou R$ 41,2 bilhões aos banqueiros, e para isso, cortou gastos sociais. Em Educação gastou apenas R$ 2,9 bilhões e em saúde R$ 8,9 bilhões, correspondentes, respectivamente, a uma e a três semanas de juros aos bancos.
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