Corrupção: uma modalidade à parte no Pan

A corrupção tornou-se quase uma modalidade à parte dos jogos Pan-Americanos. As autoridades justificam os gastos dizendo que o evento teria de ser feito de qualquer forma para “o país não passar vergonha”.

Devido à roubalheira, o orçamento para os Jogos Pan-Americanos custou oito vezes mais do que as estimativas iniciais. Somente a obra do “Engenhão”, orçada inicialmente em R$ 73 milhões, terminou custando mais de R$ 400 milhões, o que lhe rendeu o apelido de “Roubalhão”, dado por um jornalista esportivo.

No total, foram gastos pelos governos federal, estadual e municipal cerca de R$ 5 bilhões com o evento. Um valor quase 20 vezes superior ao que foi gasto na última edição dos jogos, em Santo Domingo.

As obras do Pan esbanjaram desperdício e tornaram-se símbolos da desigualdade social que impera no país. Estes recursos poderiam financiar a construção de mais de 150 mil casas populares e o investimento em áreas sociais, saúde, educação e geração de mais empregos. E as obras nem mesmo servirão para o desenvolvimento do esporte no país. Terminado o Pan, muitas delas não terão uso integral, e arenas, piscinas e quadras milionárias ganharão a ociosidade.

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