Correios: Começa a campanha salarial. Unificar as lutas já!

De 31 de maio a 2 de junho, ocorreu o 13º Contect (Congresso Nacional dos Trabalhadores dos Correios). A pauta era campanha salarial, estatuto e eleição da nova direção. Os nossos militantes do PSTU assinaram e reivindicaram a tese da CSP-Conlutas que defendia um “Congresso democrático para mobilizar os trabalhadores na campanha salarial contra a privatização, em defesa de seus direitos e a Greve Geral contra o Temer. Também defendemos um novo estatuto para diminuir o sobrepeso do aparato burocrático da Federação.

Construímos um calendário de luta com antecipação da campanha salarial para a greve dia 18 de julho. Também formamos uma chapa da CSP-Conlutas junto ao MRL, que defendeu uma Fentect de luta, por uma Greve Geral contra Temer, tendo 32,67% dos votos e ficando em segundo lugar.

O Congresso, infelizmente, também foi marcado por uma forte disputa pelo aparato da Federação e por uma campanha eleitoral em defesa de Lula no lugar de defender a luta da categoria.

Resumo da Campanha Salarial
A proposta de reivindicação econômica aprovada foi:

8% de reajuste salarial e nos benefícios

– R$ 300,00 de aumento linear

– R$ 45,00 de ticket (valor facial)

– R$ 440,00 de cesta básica

– Contra a Privatização da ECT e em defesa do Plano de saúde

Quanto ao calendário:

– De 7 a 9 de junho: aprovação de pauta pelos sindicatos e eleição do Comando

– 11 de junho: Entrega da pauta à ECT

– 12 de junho: Início das negociações

– 16 de julho: Limite da negociação

– 18 de julho: Início da Greve

Campanha de Lula na campanha salarial não unifica a categoria
Infelizmente, setores ligados à CUT e ao PSOL optaram por propor e aprovar que um dos eixos de Campanha Salarial fosse a libertação do Lula, Pré-candidato à Presidência preso por corrupção. Somente nós do PSTU defendemos contra. Lamentável que essa resolução de caráter eleitoral tenha sido aprovada na mesma semana que os caminhoneiros colocaram o Governo Temer em xeque e o país à beira da Greve Geral. Os petroleiros, com apenas um dia de greve, aproveitaram o momento e derrubaram o presidente da Petrobrás, Pedro Parente.

Repudiamos o machismo no Congresso
A linha de defesa de Lula acima da luta e de todos foi tão grande que levou militantes petistas ligados à Articulação Sindical (CUT) a cometerem atos machistas. Durante a iniciativa de companheiras de realizarem um ato unitário em homenagem à memória vereadora Marielle Franco, assassinada esse ano no Rio de Janeiro, foram entoados pelos petistas gritos de “Lula Livre”. Foi um claro desrespeito machista às companheiras ali presentes. Repudiamos essas atitudes.

Precisamos unificar a categoria em uma só luta
Nós, que construímos a CSP-Conlutas, defendemos que a nossa Campanha Salarial precisa ser unificada junto às bases do Rio de Janeiro e São Paulo, ligadas à outra Federação. Somente a unidade nacional da categoria na luta junto à população pode nos trazer vitórias a exemplo do que fizeram os caminhoneiros e os petroleiros.

Chamado à rebelião e à formação de um bloco sindical socialista
Nós, militantes do PSTU, formamos uma chapa unitária junto com outros companheiros favoráveis a uma Fentect de luta e independente. Mas achamos que é necessário irmos além. É preciso formarmos um bloco com os militantes e ativistas que são contrários à campanha eleitoreira feita pelos partidos como PT, PCdoB e PSOL durante a nossa campanha salarial. Mais uma vez, os interesses da categoria podem ficar em segundo plano. Não podemos permitir.

Por isso, fazemos esse chamado. Em defesa da autonomia e da luta da categoria, precisamos formar um bloco sindical socialista!