Construir uma nova entidade estudantil

Nesse momento de luta contra o governo federal, percebe-se a ausência de uma entidade nacional independente. A UNE passou para o lado do governo e agora defende o REUNI, que na prática significa o fim da universidade pública. A degeneração da UNE é irreversível e a cada dia fica mais claro que não é possível resgatar essa entidade para a luta.

Em 2006, os pelegos da UJS (ligada ao PCdoB) e do PT, conseguiram assumir a direção de importantes DCEs. No entanto, essa realidade vem mudando desde o início do ano com a formação da Frente de Luta Contra a Reforma Universitária e as lutas protagonizadas pelo movimento estudantil. Em todo o país, importantes DCEs voltam para as mãos dos estudantes. UFMG (Minas), UFU (Uberlândia), UFG (Goiás) e UEM (Maringá) são alguns exemplos da força do movimento estudantil combativo e independente.

A Conlute esteve na linha de frente na defesa de chapas da Frente de Luta para derrotar os governistas. A formação dessas chapas foi fundamental para varrer os governistas das entidades estudantis.

Novas batalhas
Agora enfrentaremos novas batalhas como na UFRJ (Rio de Janeiro), UnB (Brasília), USP, entre outras. Não temos dúvidas de que a unidade dos lutadores nos levará à vitória. A retomada das entidades estudantis para a luta, entretanto, é apenas um primeiro passo na construção de um novo movimento estudantil.

A Conlute e várias entidades pelo país, como as executivas de letras e história e o DCE da Universidade Federal de Uberlândia, chamam o conjunto do movimento estudantil a discutir a necessidade de se fundar uma nova entidade nacional. Essa proposta se faz mais que necessária, diante da completa traição da UNE.

Os estudantes devem buscar novos caminhos que apontem para novos horizontes. Os ventos da luta sopram em direção ao novo. É possível criar na luta uma nova entidade, democrática e combativa, capaz de unir os lutadores e derrotar o governo Lula!

Post author Leandro Soto, da Secretaria Nacional de Juventude do PSTU
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