Com o capitalismo, trabalhadores venezuelanos seguem na miséria

O socialismo se reverte em uma melhoria qualitativa do nível de vida dos trabalhadores. Exemplo clássico foi o que aconteceu em Cuba depois que a burguesia do país e o imperialismo foram expropriados. Por muitos anos, a ilha apresentou os melhores índices sociais da América Latina.

No entanto, como Chávez não rompe com o capitalismo, a vida dos trabalhadores continua nos mesmos níveis de pobreza do resto do continente.

Apesar dos altos lucros proporcionados pela alta do petróleo, o salário mínimo pago para a maioria dos trabalhadores é equivalente a US$ 250, enquanto a cesta básica custa mais de US$ 600. Esse salário é maior que o brasileiro (por volta de US$ 165), mas bem menor que o da Argentina (US$ 443,17), Chile (US$ 321,53), Colômbia (US$ 402,62) e Paraguai (US$ 580,59). Ou seja, é um salário ainda menor que o existente em governos claramente de direita como o colombiano e o paraguaio.

Cerca de 50% população economicamente ativa se mantém com empregos informais e 10 milhões de trabalhadores (num total de 26 milhões de habitantes) vivem na pobreza.
Chávez utiliza a mesma tática de Lula com o Bolsa Família. O programa das “missões”, que reverte pequena parte da renda petroleira para os programas sociais compensatórios, mantém a mesma miséria, mas rende grandes frutos eleitorais. As “missões”, assim como o Bolsa Família, não têm nada a ver com o socialismo. Programas de políticas sociais compensatórias foram criados pelo nada socialista Banco Mundial com a intenção de diminuir os conflitos entre as classes sociais diante do avanço da miséria causada pelo neoliberalismo.

Os dados são claros. Não há como melhorar substancialmente a vida dos trabalhadores, nem avançar ao socialismo, sem romper com o capitalismo.

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