Bundy pede negociação à parte e Eaton tenta reprimir mobilização

Os metalúrgicos da Bundy e Eaton, em São José dos Campos (SP), atrasaram a produção em duas horas na manhã desta sexta-feira (5). Os trabalhadores realizaram assembléia, às 5h30, e rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pelos patrões. Na Bundy, as negociações acontecerão separadamente, na próxima segunda-feira. Na Eaton, a empresa pressionou os trabalhadores para que desistissem da mobilização.

A Bundy pertence ao grupo das autopeças, que ainda não concluiu as negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos. O impasse fez com que a empresa optasse pela negociação à parte. “Acreditamos que sairemos com um resultado positivo dessa reunião. Não temos a intenção de reduzir em nada nossa pauta de reivindicações”, afirma o diretor Vivaldo Moreira Araújo.

Na Eaton, viaturas da Polícia Militar e ocupantes de cargos de chefia pressionaram os trabalhadores para que voltassem ao trabalho. Mesmo assim, a produção foi atrasada em duas horas. “A empresa tentou vergonhosamente coagir os trabalhadores. Os patrões sabem que não têm saída. Ou eles aceitam nossa pauta de reivindicações ou a produção será paralisada”, afirma o diretor José Donizete de Almeida.

A Bundy e a Eaton possuem 700 funcionários cada.