Assembléias de Correios votam continuidade da greve e contra-proposta de 25%

Assembléia de São Paulo, na Praça da Sé
Matheus Birkut / Cromafoto

Categoria exige que Comando Nacional não apresente contra-propostas sem antes passá-las pela aprovação da baseNeste dia 19 de setembro, assembléias dos trabalhadores dos Correios de todo o país rejeitaram a proposta rebaixada do ministro Vantuil Abdala, do Tribunal Superior do Trabalho. A proposta do ministro foi de um aumento de 8,5%, retroativo a 1º de agosto de 2005, mais 3,61% em fevereiro de 2006, o que dá só 0,46% de ganho real, e mais um abono de R$ 800.

Em São Paulo, a assembléia da categoria rejeitou a proposta e aprovou a continuidade da greve. Além disso, houve uma grande vitória na aprovação de uma contra-proposta a ser apresentada nas negociações. A assembléia aprovou que o comando nacional não deve apresentar contra-propostas sem antes passá-las por aprovação nas assembléias. Além disso, aprovou também o índice de 25% como contraproposta.

Ezequiel Filho, trabalhador dos Correios em São Paulo, explica que “o comando está apresentando propostas à empresa. Eles levaram uma contra-proposta de 12%. O problema é que nada disso estava passando pelas assembléias”. A aprovação dessa resolução sobre as contra-propostas e do índice de 25% também ocorreu nas assembléias de outros estados, como Rio Grande do Sul e Pernambuco.

Os trabalhadores dos Correios realizam uma forte greve nacional desde o dia 14. A adesão é de 70% no país desde os primeiros dias, com 29 dos 33 sindicatos que representam a categoria parados. Além da reivindicação do reajuste, outras coisas constam na pauta da categoria como os vales, a manutenção do monopólio postal e o pagamento dos dias parados.

Apesar disso, a empresa está intransigente, se negando a negociar, entrando na Justiça contra a greve e contratando temporários para substituir grevistas. Até a polícia está sendo chamada para reprimir os grevistas em vários locais. Entretanto, a greve se fortalece e a mobilização escapa das mãos das direções governistas. Novas assembléias diárias serão realizadas para avaliar os rumos da greve e as negociações com a empresa.

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