Greve dos Correios se mantém forte

Grevistas realizarão assembléias nesta segunda-feira para avaliar proposta rebaixada do ministroOs trabalhadores dos Correios realizam uma forte greve nacional desde o dia 14. A adesão é de 70% no país desde os primeiros dias, com 29 dos 33 sindicatos que representam a categoria parados.

Apesar disso, a empresa está intransigente, se negando a negociar, entrando na Justiça contra a greve e contratando temporários para substituir grevistas. Até a polícia está sendo chamada para reprimir os grevistas em vários locais. A proposta rebaixada apresentada pelo ministro, ao contrário do que parece, é parte dessa intransigência e da tentativa de derrotar a greve.

O Comando Nacional se reuniu no TST com o ministro Vantuil Abdala e a direção da empresa. Na reunião, a empresa mostrou-se intransigente e o ministro formulou uma outra proposta, esperando uma resposta sobre ela até segunda-feira, dia 19.

A proposta do ministro foi de um aumento de 8,5%, retroativo a 1º de agosto de 2005, mais 3,61% em fevereiro de 2006, o que dá só 0,46% de ganho real, e mais um abono de R$ 800, o que não altera muito a proposta anterior, pois ainda é de forma compensatória. Sobre as outras cláusulas não houve discussão na mesa.

Mesmo sendo uma proposta rebaixada, a empresa disse que não concorda, se recusando a pagar 3,61% em fevereiro e dizendo poder pagar apenas em março. Mesmo assim, o ministro pediu que sua proposta fosse apresentada nas assembléias da categoria.

O próprio Comando Nacional encaminhou o indicativo de recusa da proposta e de continuidade da greve, já que sequer foram pautados na negociação as outras reivindicações da pauta, o pagamento dos dias parados, a questão do monopólio postal e um aumento real.

A assembléia em São Paulo ocorrerá às 15 horas e haverá assembléias da categoria também em todo o país para avaliar a greve e a proposta do ministro. Já o julgamento do dissídio ajuizado pela empresa está marcado para o dia 22, quinta-feira.