Após caso confirmado de COVID-19, operários da MWL param produção

Sindicato defende adoção imediata da licença remunerada

Sindmetal/Roosevelt Cassio

Após a confirmação do primeiro caso de COVID-19 na MWL, de Caçapava, os trabalhadores da empresa paralisaram a produção na manhã desta quarta-feira (13).

A mobilização foi decidida em assembleia e os metalúrgicos só retornarão ao trabalho quando a fábrica garantir segurança para todos. Uma reunião entre o sindicato e representantes da MWL, Vigilância Sanitária e Secretaria Municipal de Saúde está marcada para as 10h.

Na terça-feira (12), o sindicato chegou a notificar a MWL, exigindo que a fabricante de eixos e rodas de trens adotasse a licença remunerada imediatamente. No mesmo dia, um trabalhador testou positivo para o novo coronavírus. Outros dois estão sob suspeita.

Entenda o caso

Mesmo com o agravamento da pandemia, a MWL continuou com a produção em andamento. Entre março e abril, a fábrica chegou a adotar licença remunerada, mas voltou às atividades. Atualmente está operando com redução da jornada em 50%.

A situação está causando grande preocupação entre os outros funcionários da empresa. Diante desse cenário de contágio, o sindicato voltou a exigir o afastamento dos trabalhadores.

O Sindicato defende a adoção imediata da licença remunerada. Vivemos um momento crítico da pandemia, com o aumento de casos, inclusive nas fábricas de nossa região. Os trabalhadores precisam ficar em casa, sem qualquer prejuízo financeiro”, afirma o vice-presidente do sindicato, Renato Almeida.