Apesar de manobra da Gerdau, trabalhadores atrasam produção

Os trabalhadores da metalúrgica Gerdau, unidade de São José dos Campos, atrasaram em duas horas a entrada do primeiro turno na manhã desta quinta-feira (4). Em assembléia, eles aprovaram a paralisação de advertência e rejeitaram a proposta rebaixada de reajuste salarial apresentada pelo setor patronal.

A paralisação aconteceu apesar das tentativas da empresa em esvaziar o movimento. A empresa atrasou a saída do terceiro turno e desviou, por uma entrada improvisada, os ônibus que chegavam para o primeiro turno. Outras duas assembléias estão programadas para hoje, às 13h30 e 21h30.

“A postura da Gerdau demonstra o quanto os patrões estão assustados com a força dos trabalhadores. As empresas sabem que nós não iremos ceder enquanto as reivindicações não forem atendidas”, afirma o diretor José Donizete de Almeida. Os metalúrgicos reivindicam 18,83% de reajuste salarial, reposição das perdas salariais a cada vez que a inflação atingir 3%, piso salarial de R$1.450 e redução da jornada de trabalho sem redução de salários e sem banco de horas.

Hoje, às 13h, acontece uma nova rodada de negociação com as montadoras em São Paulo. A última proposta do grupo foi rejeitada pelos trabalhadores. Amanhã, será a vez dos setores de máquinas, autopeças e eletroeletrônicos.