Acusados da morte de Dorothy Stang têm recursos negados e vão a júri popular

O Tribunal de Justiça do Pará decidiu no dia 08 de novembro que Vitalmiro Bastos Moura, Amair Feijoli da Cunha e Regivaldo Pereira Galvão vão responder pelo assassinato da Irmã Dorothy Stang em júri popular. A missionária foi assassinada na cidade de Anapu, Pará, em fevereiro deste ano. Os recursos antes apresentados pelos advogados de defesa para que seus clientes não fossem para o júri popular foram negados e a estratégia deles agora é tentar fazer com que eles sejam julgados separadamente.

Ao todo serão cinco no banco dos réus, Vitalmiro e Reginaldo como suspeitos de serem os mandantes do crime, Amair como o capataz acusado de ter intermediado o crime e os agricultores Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Batista que já confessaram terem sido os executores do assassinato. Se condenados eles podem ficar até 30 anos na cadeia.

De acordo com Dom Tomás Balduíno, presidente da Comissão Pastoral da Terra, CPT, a própria Justiça do Pará contribui para a impunidade no estado, principalmente no julgamento dos crimes contra trabalhadores rurais. Ainda segundo Dom Tomás, a morte da missionária interessava aos fazendeiros contrários ao trabalho de apoio aos pequenos agricultores nos assentamentos da Reforma Agrária da Amazônia desenvolvido pela Irmã Dorohty.