A questão da Assembléia Constituinte

Uma “constituinte da burguesia e do governo” não pode atender as aspirações populares.Só uma constituinte convocada pelos trabalhadores organizados poderia garantir essas demandasNa Bolívia, os camponeses pobres e as nacionalidades indígenas também pedem a convocação de uma Assembléia Constituinte como forma de discutir os grandes problemas do país e ser protagonistas dessas decisões nacionais.

A burguesia e o imperialismo, com a ajuda de Evo Morales, tratam de utilizar essas expectativas para levar o processo revolucionário para a via morta dessa instituição burguesa. É imprescindível lutar contra essa armadilha, apontando para uma saída classista dos trabalhadores e do povo.

Os revolucionários não devem deixar as reivindicações democráticas, como a Assembléia Constituinte, nas mãos das direções capituladoras ou do governo. A COB deve assumir essa bandeira, como forma de unificar a luta.

É preciso fortalecer os organismos de poder operário, como a COB, com a perspectiva da tomada do poder. Nesse marco, é preciso responder àqueles que confiam na Constituinte que essas demandas justas não podem ser atendidas pela “Constituinte da burguesia e do governo”, porque seria fraudulenta e antidemocrática. Só uma Constituinte convocada pelos trabalhadores organizados poderia garantir essas demandas.

A questão central é, então, lutar por um governo operário, camponês e popular, hoje um governo encabeçado pela COB, o único capaz de garantir uma Constituinte verdadeiramente democrática. Mas, se o governo ou o Parlamento convocam a Constituinte, é preciso intervir nela com uma política revolucionária que possa desarmar a armadilha burguesa.
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