Mobilizações agitaram a semana em Minas Gerais

A Semana Latino-Americana de Luta Antiimperialista em Minas Gerais começou no dia 15 de outubro nas cidades de Paraisópolis, Várzea da Palma e Pirapora. Combinando com as campanhas salariais metalúrgicas, houve atraso da entrada dos trabalhadores nas fábricas. No dia 16, foi a vez de Itajubá, onde também ocorreu atraso dos operários.

No dia 17, na cidade de Contagem, o maior pólo industrial metalúrgico do estado, houve um ato na portaria da Mannesmann com falas no carro de som, exposição de fotos do Haiti e distribuição do boletim da Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais (FDM-MG) sobre a semana antiimperialista.

Vários oradores fizeram uso da palavra. No seu discurso, o membro da oposição metalúrgica, Geraldo Silva, o Batata, denunciou o governo Lula por socorrer os banqueiros como fez FHC. “Lula doou dinheiro para os banqueiros, mas se nega a atender as reivindicações dos bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal”, disse.

Já o membro da Coordenação da FDM, Gilberto Antonio Gomes, o Giba, denunciou o papel nefasto que o governo Lula vem cumprindo no Haiti. Para ele, “as tropas do Exército brasileiro que estão no Haiti em missão de paz são uma farsa porque o que está existindo é uma verdadeira ocupação a mando do Bush”.

Como não poderia deixar de ser, grande parte das intervenções foram centradas sobre a crise financeira internacional. Giba alertou que “os empresários da Fiemg já começaram a endurecer na mesa de negociação”. Disse também que “a crise já pode ser sentida no setor Guseiro (Gusa) que começou a dar férias coletivas”. Ao final da sua fala, pediu solidariedade ao povo Boliviano.

Ao meio dia, no centro da capital Belo Horizonte, na Praça 7, as várias entidades que convocaram a manifestação começaram a chegar em passeata: MST, Ocupação Camilo Torres do bairro Barreiro, Movimento de Mulheres, entre outros. Esses se somaram às demais entidades e organizações, como a Conlutas, Intersindical, Consulta Popular, PSTU e PSOL.

Por volta das 14h, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas do centro da capital gritando palavras-de-ordem.