13 de Maio: Nada a comemorar!

No dia 13 de maio de 1888, o país abolia oficialmente a escravidão, com a assinatura da Lei Áurea. O Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão, que durou 350 anos, sem reparação. Os negros lutam por igualdade e o racismo pode ser visto nas diferenças salariais e nas condiçòes de vida e moradia.

A repressão dos senhores de escravos foi substituída pelo arrocho salarial e a ação de polícias e milícias, que extermina jovens negros na periferia. As marcas da escravidão estão na cor da maioria dos moradores do Pinheirinho e dos operários das obras do PAC.

O PSTU não estará nas comemorações oficiais. O governo Dilma reinaugura o mito da democracia racial, sinônimo de falsa igualdade. Porém, essa “democracia racial” vem revestida de corte nas pastas sociais, entre outros ataques.

Estaremos nas ruas para que o governo e os juízes do Supremo Tribunal Federal titulem todos os quilombos. São quase 4.200 comunidades quilombolas no país. O STF irá julgar em breve a Ação Direta de Constitucionalidade (ADI), de autoria do DEM, que quer negar o direito histórico destas comunidades sobre estas áreas. Contra esse retrocesso, que busca apagar o que foram estes territórios de negação do escravismo e o papel que cumpriram, o Quilombo Raça e Classe estará nas ruas no 13 de Maio. Pela titulação de todos os quilombos e indígenas do Brasil. Não aos assassinatos de sem-terras e quilombolas!

Calendário:

  • Rio de Janeiro (RJ)
    10/05 – Seminário Globalização e Racismo. 13/05 – Ato no Quilombo da Pedra do Sal contra a ADI e as remoções da Copa

  • Porto Alegre (RS)
    14/05 – Ato pela ampliação das cotas raciais na UFRGS

  • São Luis (MA)
    Seminário contra a ADI 3239

  • São Paulo (SP)
    Atos e seminários contra a Faxina étnica na Juventude negra e o Racismo