Zé Maria participa de 1° de Maio em São Paulo

O 1º de Maio de luta na Praça da Sé, centro de São Paulo, reuniu cerca de 3 mil pessoas e diversas entidades sindicais e movimentos sociais, estudantis e populares, pastorais, além de partidos de esquerda, como PSTU, PSOL e PCB. Diferenciando-se dos atos-shows realizados pelas centrais atreladas ao Estado, o ato foi a expressão da independência dos setores combativos.

Num ano eleitoral, o tema das eleições e a esquerda não poderia ficar de fora. José Maria de Almeida, o Zé Maria, pré-candidato à Presidência, indicou o objetivo desse processo para o partido. “Nas eleições, queremos elevar as lutas salariais e pelas questões imediatas a uma luta política, uma luta revolucionária e socialista”, disse.

Zé Maria explicou a razão pela qual este ano não foi sido possível uma nova frente de esquerda. “Achamos que uma campanha, a fim de se diferenciar das demais candidaturas e apontar a necessidade do socialismo, deve começar pela ruptura com o imperialismo e a expropriação das grandes empresas e multinacionais”, afirmou, lembrando a necessidade de a campanha ser totalmente financiada pelos trabalhadores, sem o dinheiro das empresas. Esses princípios, assim, tornaram impossível a unidade com o PSOL nas eleições.

O pré-candidato à Presidência pelo PSTU, porém, fez questão de deixar claro que a divisão nas eleições não pode significar a divisão das lutas. Chamando o pré-candidato pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, à frente do palco, Zé disse que “não podemos esquecer o fundamental que é a unidade na luta”. “O eixo da nossa campanha é o ataque a Lula e Serra, que representam a mesma política”, disse.
Como é tradição no 1º de Maio de luta, o ato terminou com a Internacional Socialista, tendo acompanhamento do Coletivo Mariguela, um animado grupo musical que acompanhou todo o ato.

Pré-candidato vai à USP
Mais de uma centena de ativistas da Universidade de São Paulo deram uma pausa nas suas atividades para conversar com Zé Maria, no último dia 5. A atividade, marcada para o mesmo dia do início da greve dos funcionários, contou com a presença de mais de 90 presentes no campus Butantã, na Faculdade de Filosofia, e em torno de 30 estudantes na Faculdade de Direito, no Largo São Francisco.
Nas duas atividades os estudantes pautaram a atualidade do socialismo, discutiram os rumos da esquerda socialista nos últimos anos e suas opções de programa depois de oito anos de governo Lula.

As duas atividades foram muito vitoriosas em seu objetivo, a apresentação da candidatura socialista e classista de Zé Maria para aqueles que estão lado a lado com nossa militância na Universidade, mas que também buscam alternativa para o conjunto da sociedade.

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