Unidade contra as reformas se fortalece no 1º de Maio de luta

Contrapondo-se aos atos em defesa do governo Lula e de sua política de ataques aos direitos, a Conlutas e diversos setores que participam do Fórum Nacional de Mobilização estão organizando um 1º de Maio de luta contra as reformas neoliberais. Haverá dois tipos de atos em todo o país: enquanto a CUT e a Força Sindical realizarão festas “chapa-branca” em defesa do governo, os atos da Conlutas e do Fórum de Mobilização denunciarão os ataques de Lula e Bush com as reformas neoliberais.

Em São Paulo, sob o lema “Em defesa da aposentadoria e dos direitos sociais, previdenciários e trabalhistas”, o Dia do Trabalhador impulsionado pelos setores classistas não será igual ao dos anos anteriores. Reflexo do novo momento de reorganização da classe trabalhadora que vivemos, o ato classista de 2007 promete ser bem maior e representativo.

Essas manifestações do 1º de Maio são parte do plano de lutas definido no encontro realizado no dia 25 de março, que reuniu seis mil lutadores de todo o país e criou o Fórum Nacional de Mobilização Contra as Reformas.

Além da Conlutas, da Intersindical, das pastorais sociais e CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), assinam a convocatória do 1º de Maio classista importantes setores sindicais e dos movimentos sociais e populares, como MTST, MTL, Must e Conlute (Coordenação Nacional de Lutas dos Estudantes). O MST e a CSC (corrente sindical ligada ao PCdoB), que não são parte do fórum e ainda não romperam com o governo, também participarão dos atos em várias capitais do país.

“O 1º de Maio deste ano será muito importante para fortalecer a unidade contra as reformas”, afirma Dirceu Travesso, da direção nacional do PSTU, dirigente do Movimento Nacional de Oposição Bancária e da Conlutas. A versão paulistana, que reúne os ativistas há mais de cinco anos na praça da Sé, promete agitar a capital. “Neste ano, setores importantes assinam a convocatória, como o MST e a CSC”, lembra o dirigente bancário.

Travesso ressalta, ainda, a importância do calendário de lutas para o prosseguimento das mobilizações. “Esta data é parte do calendário de mobilizações aprovado no dia 25, que terá seu próximo desafio na Jornada Nacional de Mobilização no dia 23 de maio”.

Resgatando o caráter internacionalista do 1º de Maio, nos atos será denunciada a ocupação do Haiti por tropas brasileiras que estão a serviço do governo norte-americano.

O ato em São Paulo terá início às 10h30, após missa na Catedral. Informe-se sobre o 1º de Maio classista na sua região!

Minas Gerais
O ato deverá ser um dos mais importantes no país. O protesto será realizado em Belo Horizonte, durante a realização do Segundo Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais. Entre os dias 30 de abril e 2 de maio, o evento vai reunir organizações como MST, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), pastorais sociais, movimentos de luta contra a transposição do rio São Francisco, Conlutas, Intersindical e outras organizações. No dia 1° o encontro será transferido para o ato, que acontecerá na praça Sete, no centro da capital, às 9 horas.

Rio de Janeiro
O ato classista na capital carioca será realizado às 15 horas na Lapa, centro da cidade. Estarão presentes a Conlutas e a Intersindical, além de categorias em campanha salarial, como os profissionais da educação, que marcaram uma paralisação para o próximo dia 25. O MST decidiu ir ao ato promovido pela CUT.

Ao final da manifestação classista, haverá uma roda de samba com todos os presentes.
Post author
Publication Date

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Rolar para cima
WordPress Appliance - Powered by TurnKey Linux - Hosted & Maintained by PopSolutions Digtial Coop