Uma política falida de segurança

Governo federal libera armas e verbas e Lula fala em “limpar a sujeira”. Sérgio Cabral continua sua guerra aos pobres, de olho nas OlimpíadasA imagem do helicóptero da PM em chamas rodou o mundo. Tão logo as cenas se espalhavam, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), apressou-se em ir à TV informar que já havia tranqüilizado o Comitê Olímpico.

O governo federal, por sua vez, através do ministro da Justiça, Tarso Genro, limitou-se a oferecer mais armas e soldados: um novo helicóptero blindado, R$ 100 milhões em verbas para as forças de repressão, e o uso da Força Nacional de Segurança.

É o resumo da política de segurança dos governos estadual e federal. Diante de um fato como esse, anunciam mais verbas para equipar as polícias, ou seja, mais repressão sobre a população e as comunidades pobres.

Na presidência, Lula não só mudou a política de segurança calcada na repressão, como a aprofundou. No final de 2004 o governo criou a Força Nacional de Segurança, uma espécie de “Bope” nacional com o objetivo de intervir nos estados em casos de emergência.

A Força Nacional de Segurança mostrou a que veio durante os jogos Pan-Americanos no Rio em 2007, quando deixou um rastro de 40 mortos e 80 feridos no Complexo do Alemão.
No mesmo sentido, as despesas com segurança só aumentam. Só para se ter uma idéia, os gastos da União e dos governos estaduais com segurança tiveram um aumento de 13% de 2007 para 2008, alcançando a incrível cifra de R$ 39,5 bilhões.

Para efeito de comparação, o governo federal destinou R$ 31,2 bilhões para a Educação em 2008. Ou seja, gasta-se mais com policiamento e repressão do que com o ensino. E a tendência é que esses contraste aumente, com a escalada da violência.
No entanto, as verbas não conseguem conter o aumento da violência. São quase 50 mil homicídios por ano e o Brasil já é o quinto em assassinatos de jovens. E a violência urbana escolhe suas vítimas. A “bala perdida” soa como mito. No cotidiano carioca, ela tem alvos bem definidos: jovens, negros e pobres.

Limpeza social
A declaração de Lula sobre a violência não deixa margem a dúvidas. Segundo ele, era preciso “limpar a sujeira que essa gente impõe ao Brasil”. A política do governo federal e a do Rio para a segurança são a mesma: impor uma espécie de limpeza social. Confinar os pobres em espaços limitados (se possível, distantes) e cuidar para que fiquem lá.

É justamente essa a lógica por trás dos muros erguidos pelo governo nas favelas cariocas. Uma demonstração ocorreu nos jogos Pan-Americanos e deverá se repetir com ainda maior brutalidade na Copa em 2014 e nas Olimpíadas em 2016.

Cabral afirmou que “o dia 17 foi o nosso 11 de Setembro”, referindo-se ao ataque das Torres Gêmeas nos EUA. E pelo jeito, a resposta que ele e o governo federal preparam é ao estilo de Bush e de sua doutrina de choque. O treinamento o governo Lula e as forças militares vêm tendo no Haiti, reprimindo e matando a população negra de lá, como um ensaio para atuar nas favelas do Rio e na periferia das grandes cidades.
A imagem do helicóptero da PM em chamas rodou o mundo. Tão logo as cenas se espalhavam, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), apressou-se em ir à TV informar que já havia tranqüilizado o Comitê Olímpico.

O governo federal, por sua vez, através do ministro da Justiça, Tarso Genro, limitou-se a oferecer mais armas e soldados: um novo helicóptero blindado, R$ 100 milhões em verbas para as forças de repressão, e o uso da Força Nacional de Segurança.
É o resumo da política de segurança dos governos estadual e federal. Diante de um fato como esse, anunciam mais verbas para equipar as polícias, ou seja, mais repressão sobre a população e as comunidades pobres.

Na presidência, Lula não só mudou a política de segurança calcada na repressão, como a aprofundou. No final de 2004 o governo criou a Força Nacional de Segurança, uma espécie de “Bope” nacional com o objetivo de intervir nos estados em casos de emergência.

A Força Nacional de Segurança mostrou a que veio durante os jogos Pan-Americanos no Rio em 2007, quando deixou um rastro de 40 mortos e 80 feridos no Complexo do Alemão.
No mesmo sentido, as despesas com segurança só aumentam. Só para se ter uma idéia, os gastos da União e dos governos estaduais com segurança tiveram um aumento de 13% de 2007 para 2008, alcançando a incrível cifra de R$ 39,5 bilhões.

Para efeito de comparação, o governo federal destinou R$ 31,2 bilhões para a Educação em 2008. Ou seja, gasta-se mais com policiamento e repressão do que com o ensino. E a tendência é que esses contraste aumente, com a escalada da violência.
No entanto, as verbas não conseguem conter o aumento da violência. São quase 50 mil homicídios por ano e o Brasil já é o quinto em assassinatos de jovens. E a violência urbana escolhe suas vítimas. A “bala perdida” soa como mito. No cotidiano carioca, ela tem alvos bem definidos: jovens, negros e pobres.

Limpeza social
A declaração de Lula sobre a violência não deixa margem a dúvidas. Segundo ele, era preciso “limpar a sujeira que essa gente impõe ao Brasil”. A política do governo federal e a do Rio para a segurança são a mesma: impor uma espécie de limpeza social. Confinar os pobres em espaços limitados (se possível, distantes) e cuidar para que fiquem lá.

É justamente essa a lógica por trás dos muros erguidos pelo governo nas favelas cariocas. Uma demonstração ocorreu nos jogos Pan-Americanos e deverá se repetir com ainda maior brutalidade na Copa em 2014 e nas Olimpíadas em 2016.

Cabral afirmou que “o dia 17 foi o nosso 11 de Setembro”, referindo-se ao ataque das Torres Gêmeas nos EUA. E pelo jeito, a resposta que ele e o governo federal preparam é ao estilo de Bush e de sua doutrina de choque. O treinamento o governo Lula e as forças militares vêm tendo no Haiti, reprimindo e matando a população negra de lá, como um ensaio para atuar nas favelas do Rio e na periferia das grandes cidades.

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