Um voto socialista para reforçar a luta

Dois fatos deveriam servir para alertar os trabalhadores do risco que estão correndo. O primeiro é amplamente conhecido de todos: as pesquisas indicam uma grande vantagem para Dilma Rousseff, com provável vitória no primeiro turno. O segundo foi muito menos divulgado: assim que soube das novas pesquisas, o grupo que já está esboçando o novo governo petista começou a elaborar mais uma reforma da Previdência Social.

Aparentemente, trata-se de uma das primeiras medidas do provável governo Dilma. Vem aí mais uma reforma para atacar as aposentadorias dos trabalhadores. Evidentemente, trata-se de algo que viria também em um governo de José Serra. Sobre isso – como em tantos outros aspectos – não existem diferenças entre Dilma e Serra. Tampouco existe diferença com Marina Silva (PV), que elogia as posturas de Lula e FHC sobre o tema.
Mas é simbólico que Dilma, que promete simplesmente “acabar com a miséria” no país, esteja se preparando para atacar os aposentados. Trata-se de um dos setores mais empobrecidos pelos planos econômicos neoliberais, implementados por FHC e Lula. A explicação é simples, é preciso reduzir os gastos do estado para concentrar o dinheiro nas empresas em crise.

A democracia dos ricos é assim: engana-se o povo prometendo maravilhas. Os marqueteiros promovem estudos para saber o que o povo quer ouvir. Os candidatos adaptam o discurso a essas propostas. Ganham as eleições sem nenhum compromisso com as promessas eleitorais.

As grandes empresas pagam as campanhas caríssimas dos candidatos majoritários. Depois cobram a fatura dos governantes eleitos. Essa é a democracia que temos: Dilma, Serra e Marina estão de acordo com a nova reforma da Previdência, porque esse é o plano das empresas que financiam suas campanhas. Mas em nenhum momento esse tema surgiu no programa de qualquer um dos três. Ao contrário, são prometidas as maravilhas que os eleitores querem ouvir.

Para ser rigoroso, o único programa eleitoral que faz essa denúncia é o de Zé Maria. São mostrados com clareza os ataques de FHC e Collor aos aposentados, que foram mantidos por Lula. E anuncia a reforma proposta por Dilma.

Isso é importante porque mesmo os programas da oposição de esquerda têm evitado criticar diretamente Lula, com medo de perder votos. O PSTU não se cala: critica diretamente o governo e os planos de Dilma.

Os trabalhadores e jovens devem tirar todas as consequências desse episódio. Os que têm esperanças em Lula e Dilma devem saber que estão a ponto de votar em uma candidata que vai atacar os aposentados. E que cada voto depositado na urna a favor de Dilma fortalecerá esse ataque.

Os que já fizeram sua experiência com o governo e se mantêm na oposição de esquerda devem também tirar suas conclusões. Por que o programa do PSTU é o único a ir diretamente contra a oposição de direita e o governo Lula? A resposta é simples: para nós, as eleições servem para divulgar um programa socialista e fortalecer a luta dos trabalhadores. Não estamos dispostos a deixar de criticar Lula diretamente para ganhar mais uns votinhos.

Exatamente por isso, precisamos de seu apoio. Sem ele, nossa campanha e nossas lutas serão mais fracas. Você sabe que não aceitamos o dinheiro das empresas ou da corrupção porque não queremos ter o rabo preso com os patrões.

Você sabe que apoiamos todas as lutas, como o plebiscito pelo limite da terra, a mobilização dos aposentados e as campanhas salariais atuais. Todas essas lutas já estiveram ou vão estar em nosso programa eleitoral de TV.

Você sabe que defendemos um programa socialista para o país.
Precisamos de seu voto. E propomos que você nos ajude, conseguindo cinco votos a mais entre seus amigos, colegas de trabalho e familiares.

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