Um programa dos trabalhadores contra a violência

  • Mudança na política econômica, rompendo com o pagamento das dívidas interna e externa para realizar um plano de obras públicas que garanta emprego e investimento em saúde e educação;
  • Crimes de autoridades policiais, políticas e judiciárias devem ter punições exemplares. Prisão e confisco dos bens desses senhores;
  • Fim imediato das tropas encarregadas de repressão às manifestações e conflitos sociais;
  • Criação de uma Polícia Civil Unificada, que defenda os interesses dos pobres e dos bairros da periferia, com uma estrutura interna democrática, eleição dos superiores e direito a sindicalização e a realizar greves em defesa de suas reivindicações;
  • Com salários decentes, condições de trabalho condignas com o conjunto do funcionalismo público e capacitação profissional para a investigação. Com investimento em tecnologia, mapeamento da criminalidade e políticas específicas de combate ao crime;
  • Os delegados, promotores e juízes devem ser eleitos pela comunidade. Formação de grupos comunitários encarregados de controlar e trabalhar conjuntamente com policiais nos bairros, subordinados aos Conselhos Populares de Segurança (formados por associações de bairros, sindicatos e organizações populares como MTST, MST, etc);
  • Construção de um voluntariado civil para combater a violência e a criminalidade, formado por membros de confiança da comunidade que receberão treinamento militar, de combate a incêndio, enfermagem, técnicas de investigação, etc. Terá como funções: dar proteção à integridade física das pessoas e dos bens dos trabalhadores na região, acompanhamento do trabalho de inteligência e investigação. Além de combater os narcotraficantes que intimidam a população mais carente nas favelas e nos bairros pobres.
  • Como desdobramento da decadência do aparato estatal, há uma verdadeira praga de empresas de segurança privada, dirigidas por altos oficiais das polícias militares e chefes da Polícia Civil. Deve ser proibido que oficiais da PM e chefes de polícia criem empresas de segurança privada. Por uma auditoria no patrimônio daqueles que as criaram e fechamento das empresas com a relocalização dos trabalhadores de segurança, após prévia capacitação.
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